Estudantes entram em confronto na Itália por causa de reforma educacional

Publicado por: suporte

O Senado da Itália aprovou nesta quarta-feira (29) o decreto-lei apoiado pela ministra da Educação italiana, Mariastella Gelmini, e que tinha sido amplamente rejeitada por estudantes e professores por causa de medidas com a reintrodução da nota de comportamento e o corte do orçamento e de funcionários do ensino público. Com 162 votos a favor, 134 contra e três abstenções, a Câmara dos Deputados da Itália deu o sim definitivo à medida – já convalidada na câmara baixa – após várias sessões de uma disputa acirrada entre representantes do governo e da oposição.

Milhares de estudantes se concentraram nos últimos dias em frente ao Senado e na Piazza Navona para expressarem sua rejeição às reformas introduzidas pelo governo, e até agora não têm a intenção de abandonar o protesto apesar da aprovação definitiva do decreto-lei. O trâmite parlamentar não alterou nenhum ponto da norma, que prevê, entre outras medidas, a necessidade de aprovação em comportamento para superar uma disciplina, redução de 87 mil empregos no ensino nos próximos três anos e a introdução de professor único no ensino primário, exceto em informática, inglês e religião.

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PROTESTO NA ITÁLIA  
Fotos: AP  
  
Estudantes italianos protestam contra reforma na educação  

Outros motivos para a falta de acordo com os estudantes e também com os pais dos alunos é o fechamento de muitas escolas que estão em lugares isolados, assim como o aumento de estudantes por turma e a redução da carga horária letiva (das 40 horas semanais para apenas 24). Além disso, os alunos e os professores protestam perante o previsto corte de 8 bilhões de euros no orçamento para o ensino superior.

Os protestos contra estas mudanças educacionais acontecem em toda a Itália há algumas semanas, seja em forma de manifestações, greve, ocupação temporária de salas de aula e até de instalações públicas, como estações de trem, e aulas nas ruas ou locais emblemáticos, como o Coliseu. A oposição à norma, já transformada em lei, continuará com a greve geral de ensino convocada para quinta, para a qual foram convocados estudantes, professores e pessoal não docente. Além disso, deputados de partidos da oposição se dirigiram aos estudantes reunidos hoje em frente ao Senado para darem seu apoio a eles no protesto, e no caso do Itália dos Valores (IdV), se mostraram favoráveis à convocação de um plebiscito sobre a norma.

Gelmini disse que as medidas aprovadas contam com o sinal verde da maioria dos italianos, já que se volta à “escola da seriedade e do mérito”, e anunciou que divulgará na próxima semana suas medidas sobre o ensino superior.

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