Irmão de PC Farias, prefeito em Alagoas, é preso pela PF por fraude eleitoral

Publicado por: suporte

Além dele, foram presas outras cinco pessoas e cumpridos 20 mandados de busca e apreensão requeridos pela Procuradoria Regional Eleitoral do Estado.

O inquérito investiga fraude nas eleições municipais de Porto de Pedras. As ordens judiciais foram determinadas pela juíza Ana Florinda Mendonça da Silva Dantas, relatora do inquérito no TRE-AL (Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas). As ações foram tipificadas como corrupção eleitoral, formação de quadrilha e falsificação de documentos públicos.
 
A procuradora Regional Eleitoral em Alagoas, Niedja Kaspary, afirma existir um esquema de fraudes eleitorais que envolve falsificação de documentos de identidade e títulos de eleitor para beneficiar candidatos a prefeito e vereador em Porto de Pedras. Embora a Procuradoria Regional Eleitoral de Alagoas confirme a prisão de Rogério Farias, os nomes dos demais presos não serão divulgados nesta fase da investigação.
 
Candidato à reeleição, Farias teve a candidatura impugnada pelo TRE-AL. Seu adversário, Ednaldo (PDT), recebeu 2.432, equivalente a 43% do total de votos do município, e foi considerado vencedor. O total de votos não-válidos chegou a 3.002 – a Justiça Eleitoral considera nula a votação de candidatos irregulares. Quatro candidatos da coligação de Farias zeraram na votação, o que leva a crer que também estejam envolvidos na fraude.
 
Segundo denúncia recebida pela Corregedoria Regional Eleitoral, casas vinham sendo alugadas em Porto de Pedras para hospedar "eleitores". "Pelo que foi apurado, de posse dos documentos falsificados, uma pessoa votaria pelo menos quatro vezes na eleição de Porto de Pedras", afirma a procuradora Eleitoral.
 
Em 5 de outubro, um mandado de constatação de crime eleitoral e apreensão foi expedido pelo juiz corregedor do TRE, André Granja, e cumprido pelo Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar e Polícia Civil de Alagoas.
 
Na operação, foram presos em flagrante 13 pessoas que portavam documentos e títulos falsificados, panfletos e santinhos dos candidatos investigados. Segundo a polícia, os ocupantes da casa revelaram um esquema organizado de fraude eleitoral, inclusive identificando a pessoa responsável pela falsificação dos documentos e arregimentação dos "eleitores", que também foi presa em flagrante. Todos os presos foram levados para a PF, que instaurou inquérito para apurar o crime eleitoral.
 
As pessoas que estavam na casa de Porto de Pedras residiam em Maceió e também possuíam domicílio eleitoral na capital. No dia da eleição, estavam em Porto de Pedras apenas para votar fraudulentamente nos candidatos beneficiados pelo esquema criminoso.
 
Ainda segundo as investigações, os "vendedores de voto" foram para Porto de Pedras na véspera da eleição. Além do transporte, da hospedagem e alimento, teriam recebido R$ 50 por voto fraudado. A investigação também apura se recursos públicos do município foram utilizados na compra de votos e o possível uso de títulos de eleitores em nome de pessoas já falecidas.
 
Segundo Niedja Kaspary, as prisões temporárias foram requeridas para preservar as provas e evitar a coação de testemunhas.
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