Construtora Odebrecht se prepara para deixar o Equador

Publicado por: suporte

Foram suspensos os contratos das Hidrelétricas de São Francisco, Toachi-Pilatón e Baba, o projeto de irrigação Carrizal-Chone e o aeroporto regional de Tena.

Os diretores da empresa que tiveram os seus vistos cassados pelo governo do Equador, Fabio Andreani Gandolfo, Fernando Bessa, Luiz Antonio Mameri e Eduardo Gedeon, também já se preparando para voltar ao Brasil nas 48 horas estipuladas pelo decreto. A suspensão dos direitos constitucionais dos diretores da Odebrecht no país, decretada em 28 de setembro, foi revogada.
 
No decreto, que foi assinado pelo presidente Correa na quinta-feira (9), também foi determinada a saída do país de Newton Goulart Graça, Ricardo Thadeu Gonçalves, José Francisco Farage, Carlos Reis e Devocir Magalhães, funcionários da Companhia Furnas – Centrais Elétricas.
 
O governo equatoriano alega que houve irregularidades na contratação do financiamento para a construção da Hidrelétrica de São Francisco, com o Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com superfaturamento do financiamento, com prejuízos para o Equador.
 
Ainda nesta segunda-feira (13), a Organização Odebrecht se manifestou negando as irregularidades e se colocando à disposição para dar continuidade às negociações com o governo de Correa. Já Furnas afirmou que não há nenhum funcionário da estatal no Equador.
 
Atualmente, a Odebrecht tem 34 funcionários brasileiros trabalhando no Equador. No entanto, apenas os quatro citados no decreto devem deixar o país.
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