"Minha decisão é pela saída da Odebrecht do país. Na última quinta-feira eu assinei o decreto para ratificar a expulsão da Odebrecht", disse Correa durante seu programa semanal de rádio. Correa afirmou ter tomado a decisão depois de analisar as conseqüências jurídicas, técnicas e econômicas da expulsão da empreiteira.
O presidente equatoriano também pediu ao governo brasileiro que revise a decisão de cancelar sua missão comercial no Equador. A missão, que seria liderada pelo ministro brasileiro dos Transportes, Alfredo Nascimento, tinha planos de discutir o apoio financeiro do Brasil à infra-estrutura de transportes do Equador. "Eu espero que o governo brasileiro revise sua decisão. Nós não entendemos a posição do governo brasileiro, mas a respeitamos. Trata-se de um problema entre o Equador, um país soberano, e uma empresa", argumentou Correa.
Na semana passada, o governo equatoriano rejeitou uma oferta para encerrar a disputa em torno dos problemas ocorridos na construção da usina hidrelétrica de São Francisco. As obras eram realizadas pela Odebrecht e Correa disse ter rejeitado a oferta por causa de irregularidades descobertas nos contratos entre a empresa e o Estado.
No início do mês, a Odebrecht informou ter aceitado os termos determinados pelo governo equatoriano em 24 de setembro para solucionar a disputa depois de Correa ter assinado um decreto ordenando às forças armadas que tomassem as instalações operadas pela empresa. A usina em questão começou a funcionar em meados do ano passado, mas está fechada desde junho por causa de problemas na construção.
EMPRÉSTIMO – O secretário Nacional Anticorrupção do Equador, Alfredo Vera, disse que o governo equatoriano não vai pagar um empréstimo concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a companhia Norberto Odebrecht SA construir uma usina hidrelétrica no país.
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No sábado, o presidente Rafael Correa disse que tinha assinado um decreto para oficialmente expulsar a Odebrecht do país em meio uma disputa sobre os reparos na usina San Francisco. Na semana passada, Correa rejeitou a oferta da Odebrecht para resolver a disputa, citando supostas irregularidades encontradas em seus contratos com o governo equatoriano.
"O empréstimo inicial foi de US$ 286,85 milhões, mas o montante final será de US$ 597,83 milhões", disse Vera durante entrevista coletiva à imprensa. "O presidente tem dito que o empréstimo não será pago."
A usina, construída pela Odebrecht, iniciou as operações na metade de 2007, mas está fechada desde o início de junho deste ano por causa de problemas na construção. No mês passado, Correa ordenou que as forças armadas tomassem as instalações operadas pela Odebrecht e expulsassem a companhia do país.
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