Bolsas sobem após intervenções de bancos centrais

Publicado por: suporte

O índice Hang Seng, de Hong Kong, encerrou com uma alta de 3,59% aos 15.985,39 pontos, recuperando parte da perda de quase 13% registrada em dois dias.

Na Coréia do Sul, o índice Kospi subiu 0,64%, depois que o Banco Central sul-coreano anunciou um corte de 0,25% nos juros, para 5%. Já em Taiwan, o recuo foi de 1,45%.
 
Na China, o principal indicador da bolsa de Xangai, o Composite, perdeu 0,84%. E no Japão os resultados foram mistos. O principal indicador da bolsa de Tóquio, o Nikkei 225, fechou em queda de 0,5% aos 9.157,49 pontos, o menor nível em cinco anos. Já o Topix, mais amplo, encerrou em alta de 0,68%.
 
O Banco do Japão anunciou uma injeção de 2 trilhões de ienes (US$ 20 bilhões) para acalmar os ânimos dos mercados. Na Europa, as bolsas abriram em alta. Às 9h30 locais (5h30 de Brasília), o índice FTSE 100 avançava 2,57% em Londres.
 
Na quarta-feira, o governo da Grã-Bretanha anunciou detalhes de um pacote no valor de até 500 bilhões de libras esterlinas (o equivalente a cerca de US$ 880 bilhões) para resgatar o sistema bancário do país.
 
Em Paris, o CAC 40 subia 2,58%. Já em Frankfurt, os ganhos no índice DAX equivaliam a 2,05%.
 
ESTADOS UNIDOS – O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, afirmou que outros bancos dentro do sistema financeiro americano podem quebrar, apesar do pacote de US$ 700 bilhões de dólares do governo para resgatar as instituições em dificuldade. "Mesmo com as novas medidas do Tesouro, algumas instituições financeiras devem falir", disse.
 
Falando a repórteres na quarta-feira, Paulson disse que ainda que o plano de ajuda seja implementado rapidamente, a crise "afetou seriamente" a economia mundial" e não deve acabar em breve. "A instabilidade financeira está agora diretamente afetando as famílias e as empresas. Quando os bancos não conseguem ou não querem dar empréstimos em níveis razoáveis, qualquer um na economia que dependa de crédito é afetado."
 
Em uma medida inédita, os bancos centrais dos Estados Unidos (Fed), Inglaterra, Suécia, Suíça e Canadá deram uma amostra de como são capazes de agir em conjunto e anunciaram um corte emergencial das taxas de juros.
 
A medida foi seguida pelas autoridades monetárias da Coréia do Sul, Taiwan, China e Hong Kong nesta quinta-feira, o que ajudou a segurar – em parte – os mercados asiáticos.
 
G20 – Durante a entrevista a repórteres, Henry Paulson confirmou a realização no sábado de uma reunião do G20, grupo atualmente presidido pelo Brasil, sobre a crise econômica mundial.
 
O G20 reúne representantes das nações mais ricas do mundo e das principais economias emergentes: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia e União Européia.
 
”Em consulta com o Brasil, o presidente do G20, estou pedindo uma reunião especial do G20 que incluirá altos oficiais de Finanças, presidentes de bancos centrais e reguladores das principais economias emergentes para coordenar maneiras de amenizarmos os efeitos da turbulência global e da desaceleração econômica em todos os nossos países”, afirmou o secretário do Tesouro americano.
 
A reunião improvisada será realizada em Washington, na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), que realiza, nesta semana, o seu evento semestral na capital americana.
 
Na quarta-feira, o Fundo divulgou um novo relatório anual, o Panorama Econômico Mundial, em que prevê um desaquecimento acelerado da economia global neste ano e ainda maior no ano que vem.
Continua depois da publicidade

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados