Salão de Paris mostra carros para tempos de crise; veja

Publicado por: suporte

A abertura do Salão do Automóvel de Paris aconteceu diante do desafio de conquistar o mercado em um período de restrições ao crédito, aumento dos preços dos combustíveis e preocupações ambientais cada vez mais elevadas.

 
SALÃO DO AUTOMÓVEL DE PARIS  
(clique na foto para ampliar)  
 
 
 
 
Fotos: Reuters  
Além do forte clima de incertezas, causado pela crise financeira mundial, as montadoras enfrentam ainda problemas causados pelo aumento dos preços das matérias-primas, como o aço, e diminuição nas vendas em grande parte dos países ricos.
 
Para se adaptar e superar esse cenário difícil, as montadoras apostam em modelos menores, com pequenos motores ou que utilizam o sistema “stop and start”, tecnologia que permite cortar o motor pouco antes do carro parar e durante o tempo em que ele está parado.
 
É justamente a segunda geração do sistema “stop and start” que a Citroën destaca no novo modelo C3 Picasso, lançado no salão em Paris, e que será vendido a partir de fevereiro de 2009 na Europa e no segundo semestre de 2010 na América Latina.
 
BRASIL – Segundo a assessoria da Citröen no Brasil, discute-se a possibilidade do C3 Picasso ser fabricado no Brasil a partir do segundo semestre de 2010, mas não houve ainda uma decisão da companhia francesa. “Os consumidores querem, com razão, se adaptar ao aumento do preço dos combustíveis”, afirmou Christian Streiff, presidente do grupo PSA Peugeot Citröen, no salão de Paris.
 
A Citröen também apresenta no evento o protótipo do projeto C-Cactus, um modelo que terá apenas “as peças necessárias” (duas vezes menos peças no interior do veículo do que um modelo normal) e cuja velocidade máxima não passa de 130 km/h.
 
O carro deverá ser vendido em três ou quatro anos e terá versões híbrida (combustível e eletricidade) ou totalmente elétrica.
 
Os modelos elétricos têm grande destaque no salão do automóvel de Paris. Cerca de um terço dos 90 lançamentos apresentados no evento são híbridos ou totalmente elétricos.
 
CARROS ELÉTRICOS – “Os futuros carros elétricos substituirão os modelos clássicos de nossas linhas”, afirma o brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Renault. A montadora estima que esse mercado possa representar 15% das vendas totais na Europa e 10 milhões de carros no mundo.
 
A montadora francesa, que anunciou recentemente 6 mil demissões na Europa, aposta em seu novo Mégane, apresentado no salão e que será vendido a partir de novembro no continente, para reaquecer as vendas.
 
Ghosn confirmou que o modelo será vendido no Brasil, mas não deu maiores detalhes em relação à data.
 
Entre os outros lançamentos em Paris de carros menores para se adaptar à crise internacional, estão os modelos iQ (rival da Smart) e Urbain Cruiser da Toyota, o Nissan Pixo e os novos Ford Ka e Suzuki Alto.
 
“As pessoas querem um carro seguro, barato e que consuma pouco combustível. De objeto de sonho, que afirmava um status social, o carro se tornou um objeto útil, com uso preciso”, diz François Roussarie, do Observatório do Automóvel Cetelem.
 
Pela primeira vez desde 2001, o mercado mundial de automóveis poderá registrar uma queda nas vendas, estimada em 1%, pelo Citigroup, após um aumento de 6% no ano passado.
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