Equador manda Exército controlar bens da construtora Odebrecht

Publicado por: suporte

De acordo com o ministro de Setores Estratégicos, Derlis Palacios, a medida significa a expulsão da empresa do país. "Sim, é uma expulsão", afirmou Palacios, ao ser questionado sobre o alcance da medida do presidente equatoriano. Correa ordenou a militarização imediata das obras que estão sob responsabilidade da Odebrecht, entre elas uma outra hidrelétrica, uma rodovia e um aeroporto.

O governo equatoriano exige o pagamento de uma indenização por parte da empresa devido a falhas no funcionamento e da posterior paralisação da central hidrelétrica San Francisco, construída pela empreiteira.
 
"Ordena-se a mobilização nacional, econômica e militar das Forças Armadas para a custódia dos bens e instalações da Central Hidrelétrica San Francisco" e das outras obras a cargo da construtora, diz o decreto presidencial.
 
O documento ainda ordena o "confisco de todos os bens, móveis e imóveis (da construtora) com a finalidade de empregá-los para superar a emergência, para o qual se encarrega o Comando Conjunto das Forças Armadas". Correa também pede "a suspensão dos direitos constitucionais" de quatro funcionários da empresa.
 
APAGÕES – De acordo com o governo, a San Francisco apresentou falhas e deixou de funcionar um ano depois de serem concluídas as obras. A hidrelétrica é a segunda maior do país e sua paralisação estaria colocando em risco o abastecimento de energia no Equador.
 
Por meio do decreto, Correa declarou "emergência nacional" para prevenir uma diminuição dos serviços de energia e para "evitar um estado de comoção interna diante da possibilidade de apagões de luz generalizados no território nacional", diz o texto.
 
A hidrelétrica está fechada desde 6 de junho, quando técnicos apontaram erros estruturais na obra.
 
Há uma semana, o presidente equatoriano chegou a ameaçar expulsar a empresa se não fosse paga a indenização exigida pelo Estado e disse que a empreiteira está sendo investigada por suposta corrupção.
 
Correa afirmou que algumas obras da construtora foram realizadas "com um terço de capacidade e o triplo de custo". "Estou ‘por aqui’ com a Odebrecht, quanto mais cavo mais lama encontro (…) Estes senhores (da construtora) foram corruptos e corruptores, compraram funcionários do Estado. O que está sendo feito é um assalto ao país", afirmou.
 
Foram gastos na construção da San Francisco US$ 338 milhões, com uma capacidade estimada de geração de 12% do total da energia elétrica consumida no país. 
 
PROPOSTA – Por meio de uma nota oficial divulgada na noite desta terça-feira, a construtora Odebrecht disse ter uma proposta "altamente positiva para o governo equatoriano" onde resguarda as possíveis perdas da Hidropastaza, proprietária da central hidrelétrica.
 
O comunicado reitera ainda que, até o momento, "os trabalhos prosseguem dentro do cronograma estabelecido".
 
A empreiteira afirma estar disposta a pagar uma garantia de US$ 43 milhões exigida pelo Estado e contratar "uma auditoria internacional independente a fim de determinar as responsabilidades das partes envolvidas no projeto".
 
A construtora disse estar disposta a pagar os trabalhos imediatos de recuperação da central hidrelétrica, "independente do resultado da auditoria" e "estender a garantia das obra". "O Consórcio continua comprometido a retomar a operação da Central dentro da normalidade, o mais breve possível", diz a nota.
 
Segundo a assessoria de imprensa da empresa, 30 brasileiros participam das obras da empreiteira no Equador, "mas não há clima de violência". O Itamaraty informou que está avaliando o caso e que "oportunamente se pronunciará".
Continua depois da publicidade

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados