Onze estrangeiros ‘são seqüestrados no sul do Egito’

Publicado por: suporte

A polícia egípcia estaria no momento tentando descobrir mais detalhes sobre o seqüestro, que ocorreu ao sul da cidade de Assuã, próxima à fronteira com o Sudão.

"Esse foi um ato criminoso cometido por homens mascarados", disse o ministro do Turismo egípcio, de acordo com a agência de notícias Reuters.
 
Relatos iniciais falavam que dois israelenses poderiam estar entre os capturados, o que foi negado por Israel.
 
Um investigador egípcio entrevistado pelo jornal israelense Haaretz disse que o Egito não descarta a possibilidade de que o grupo de turistas já tenha sido transferido para o Sudão. "Não sabemos quem fez isso ou onde estão os turistas", disse ele.
 
HISTÓRICO – O incidente ocorreu uma semana após Israel ter lançado um alerta para que todos os cidadãos do país deixassem a península do Sinai por questões de segurança, sem dar mais detalhes.
 
O Sinai, famoso por seus balneários no Mar Vermelho, costuma atrair turistas estrangeiros e tem sido palco de vários ataques como o de Taba em 2004, no qual três bombas mataram 34 pessoas.
 
No ano seguinte, uma série de ataques atribuídos a uma organização wahabista (da mesma vertente do islamismo sunita praticado na Arábia Saudita e pela rede Al-Qaeda) no balneário de Sharm el-Sheikh deixou mais de 80 mortos.
 
Em 2006, na cidade de Dahab, também no Sinai, outra série de três bombas de pregos, matou 23 pessoas, incluindo estrangeiros e egípcios.
 
Analistas acreditam que o objetivo desses ataques é desestabilizar a indústria do turismo – que gera cerca de US$ 4 bilhões anualmente, o corresponde a 11% do PIB – e, conseqüentemente, o governo secular (laico) do presidente Hosni Mubarak.
 
Em 1997, depois do "O Massacre de Luxor", o governo introduziu uma série de medidas para reforçar a segurança dos turistas.
 
Em novembro daquele ano, 63 pessoas, incluindo 59 turistas foram mortos no templo de Hatsepsut por uma organização radical ao qual pertencia Ayman Zawahiri, considerado o número dois da rede Al-Qaeda.
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