Professores em greve protestam fechando Superintendência de Ensino

Publicado por: suporte

Os professores da rede estadual de ensino, em greve há 15 dias, estão indignados com o governador Aécio Neves (PSDB), que se negou a apresentar uma proposta salarial para a categoria. Na última terça-feira (16) uma grande assembléia em Belo Horizonte decidiu pela continuidade do movimento, em razão da negativa do governo em negociar as reivindicações da classe.

 
GREVE DOS PROFESSORES  
(clique na foto para ampliar) Fotos: SindUTE  
 
  
Assembléia dos professores decidiu pela continuidade da greve da categoria  

REIVINDICAÇÕES DOS PROFESSORES ENTREGUES AO DEPUTADO DOMINGOS SÁVIO

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1 – Abrir negociações com a categoria;
2 – Implantação do piso salarial de acordo com a lei;
3 – Que o Governo de Minas Gerais apresente uma proposta progressiva de implantação do piso salarial nacional;
4 – Que todos os direitos dos servidores sejam preservados;
5 – Que as negociações abertas considerem toda a pauta apresentada em 23 de abril de 2007;
6 – Que não haja quaisquer tipos de retaliação e nem corte do pagamento dos dias parados, mediante apresentação do calendário e compromisso de reposição;
7 – Que este documento será encaminhado ao senhor Governador, a Secretaria de Planejamento e Gestão e Secretaria de Estado da Educação.

 
Em Divinópolis, a categoria está indignada com a atuação do deputado estadual Domingos Sávio (PSDB), que representa o governo do Estado na região. Na semana passada, dezenas de professores ocuparam o comitê de campanha do candidato a prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo (PSDB) exigindo um encontro com o deputado Domingos Sávio. Durante várias horas os professores permaneceram acampados no comitê localizado na Avenida Getúlio Vargas e só deixaram o local depois que Domingos Sávio apareceu para conversar com a categoria.
 
“A ordem do Sindicato é caçar o governador Aécio Neves e seus representantes onde eles estiverem”, disse Maria Catarina Vale, assessora de comunicação do Sindicato dos Professores em Divinópolis. Ela disse que depois da ocupação do comitê de Vladimir, foi entregue a Domingos Sávio a lista de reivindicações da categoria e ele assinou o compromisso de entregar o documento ao governo do Estado (veja box). A classe está insatisfeita com a atuação do deputado Domingos Sávio, porém aguarda que ele cumpra a promessa de entregar as reivindicações ao governo. “A gente já conhece a atuação do deputado que promete muito, mais nem sempre cumpre”, disse Maria Catarina.
 
Nesta quinta-feira (18) os professores de Divinópolis tiveram uma atitude ainda mais ousada. A classe fechou a Superintendência Regional de Ensino e impediu qualquer funcionário de trabalhar. “Nós lacramos a superintendência, literalmente”, disse Maria Catarina.
 
O que deixou os professores ainda mais irritados foi a postura do governador Aécio Neves. “Ele posa de bom moço, diz que a educação vai muito bem em Minas, mas ele é apenas um excelente marqueteiro”, disse Maria Catarina se referindo a Aécio. Segundo ela, o governador mandou um recado avisando que não negocia com a classe em greve e adiantou que não vai pagar o piso nacional de R$ 950,00, que já foi implantado em diversos Estados.
 
Embora o Sindicato dos professores demonstre a total indignação da classe em Divinópolis com a postura do governador, até esta sexta-feira (19) a adesão ao movimento grevista era abaixo do esperado na cidade. Apenas 25, das 36 escolas da rede estadual, haviam aderido à paralisação. Oito estão totalmente paralisadas, enquanto 17 funcionam parcialmente. “Temos esperanças de que os companheiros professores entendam a necessidade de união contra este governo e aumentem a adesão em Divinópolis e temos boas expectativas quanto a isso”, disse Maria Catarina.
 
Nesta segunda-feira (22) acontecerá uma assembléia da classe em Divinópolis na Praça do Santuário. Já terça-feira (23) os professores farão assembléia na capital, para discutir os rumos do movimento. A previsão indica que haverá a continuidade da paralisação.
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