O presidente do diretório municipal do PSDB e coordenador da campanha da coligação Divinópolis em Primeiro Lugar, Geraldo Majela Maia do Amaral, enviou nota ao Divinews.com para se posicionar sobre a matéria Propaganda do PSDB sugere envolvimento de Galileu com menores publicada nesta quarta-feira (10). A notícia veiculada pelo Divinews.com fez uma análise da propaganda avulsa veiculada na TV no horário destinado à campanha de Vladimir Azevedo (PSDB).
A nota do PSDB diz que foi “com espanto” que a coligação tomou conhecimento da matéria veiculada pelo Divinews.com. “Na citada propaganda, veiculada na forma de ‘inserção’, que inclusive não cita nomes, não há nenhuma insinuação de envolvimento de qualquer pessoa, muito menos o candidato citado, com qualquer tipo de situação. O que a propaganda eleitoral busca é apenas estabelecer um parâmetro de comparação”, diz a nota.
O PSDB admite a veiculação da propaganda eleitoral alusiva a se ter cautela com alguém que responda a processo por abuso de menores. “A propaganda em questão apenas tenta despertar nas pessoas a idéia de que, assim como não se deve deixar, até por dever de cautela, que alguém que responda a processo por abuso de menores tomar conta de uma criança, também não se deve eleger para administrar uma cidade candidatos que ‘respondam’ a processos por ‘crime contra a administração pública’. Apenas isto”, ressalta a nota do PSDB.
A coligação Divinópolis em Primeiro Lugar faz ainda outra analogia da publicidade eleitoral: “Acaso fosse usado outro exemplo, tal como: você contrataria para trabalhar em sua residência uma pessoa que responde à inúmeros processos por furtos? Vossas Senhorias entenderiam que estávamos insinuando que algum candidato tem envolvimento com furtos à residências? A propaganda apresentada, portanto, não autoriza a conclusão a que Vossas Senhorias chegaram, por sua própria conta e risco”.
“Não houve nenhuma intenção de insinuar nada. Não há na citada inserção qualquer insinuação e sim, uma comparação, o que é bem diferente. As conclusões às quais Vossas Senhorias chegaram, não sabemos porque, são de responsabilidade única e exclusiva deste jornal”, escreve o presidente do diretório municipal do PSDB.
“A intenção foi apenas corroborar a campanha do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE – (do qual fazem parte da Associação dos Magistrados do Brasil, a conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Associação dos Juízes Federais, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Associação Nacional dos Procuradores da República e a Federação nacional dos jornalistas, entre outras) por eleições limpas”, diz a nota.
Finalizando a nota, a coligação de Vladimir Azevedo diz: “Portanto, apresentamos nosso repúdio e veemente protesto contra a citada manchete e contra as afirmações contidas no texto da matéria, de que teríamos insinuado o envolvimento de determinado candidato com menores, por não serem condizentes com a realidade”.
| NOTA DO DIVINEWS.COM |
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A coligação Divinópolis em Primeiro Lugar tem todo o direito de questionar o texto publicado pelo Divinews.com. E não é de causar estranheza que a análise feita na matéria tenha os deixado espantados. Afinal, não se esperava que a publicidade tivesse a analogia que teve por parte de um veículo de comunicação. Para quem sabe ler, um pingo é letra. E quem conhece a história recente de Divinópolis, sabe de inquéritos policiais instaurados, inclusive a pedido do Ministério Público, para apurar denúncias sobre envolvimento de políticos com menores. Além do que, em todo o processo de indeferimento do registro do candidato do PMDB, todos os órgãos de comunicação da cidade cansaram de noticiar que o pedido formalizado pelo Ministério Público foi baseado na grande quantidade de processos que tramitam na Justiça contra o candidato. Quando a propaganda do PSDB cita que ‘não se deve deixar que alguém que responda a processo por abuso de menores tomar conta de uma criança’ e, logo depois, no mesmo texto, fala que o eleitor não deve votar em candidatos que respondam a processos na Justiça, no mínimo, fica uma dúbia interpretação do texto. Se a idéia era essa, então colou.
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