Coréia do Norte nega que seu líder esteja doente

Publicado por: suporte

"Para nós, essas notícias parecem fazer parte de uma conspiração, além de não terem valor algum", disse o embaixador norte-coreano no Japão, Song Il-ho, à agência de notícias japonesa Kyodo.

Antes, uma autoridade do governo da Coréia do Sul disse à agência de notícias Yonhap que o líder norte-coreano "quase certamente" teria problemas de saúde, mas não afirmou a seriedade de sua condição.
 
A ausência do líder nos eventos comemorativos dos 60 anos da fundação do país, celebrados na terça-feira, despertou especulações de que o Jong-il – visto em público pela última vez em 14 de agosto – teria sofrido um colapso.
 
Washington também havia comentado sobre a saúde de Kim Jong-il, sugerindo que ele teria sofrido um derrame.
 
VÁCUO – Segundo o correspondente da BBC em Seul John Sudworth, a possível precariedade da saúde do líder norte-coreano levanta questões sobre sua sucessão no poder.
 
Isso seria especialmente preocupante pelo fato de a Coréia do Norte possuir tecnologia nuclear e de ter, no passado, ameaçado repetidas vezes destruir o seu vizinho ao sul.
 
"O destino do país está associado à autoridade de seu líder autocrático como nenhum outro, e não há nenhuma base de poder alternativa conhecida ou sucessor óbvio", afirma o correspondente.
 
De acordo com a agência Yonhap, o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, convocou uma reunião extraordinária com seus secretários na quarta-feira para discutir a saúde do líder norte-coreano.
 
"Lee discutiu possíveis medidas a serem adotadas caso a doença do líder norte-coreano seja realmente séria", disse a fonte oficial do gabinete presidencial citada pela agência.
 
"O presidente e seus acessores discutiram os sinais anormais vindos da Coréia do Norte, já que a situação no país parece ser séria depois da ausência de Kim Jong-il em um evento tão importante quanto a parada de comemoração da fundação do país", afirmou o oficial à Yonhap.
 
PROGRAMA  NUCLEAR – As especulações sobre a condição da saúde de Kim Jong-il ocorrem em meio a um impasse em relação ao desmantelamento do programa nuclear do país.
 
De acordo com a mídia sul-coreana, a grandiosidade do desfile de comemoração da fundação da Coréia do Norte, na terça-feira, tinha como objetivo "usar a imagem de um Exército forte para cimentar união dentro do país e assegurar uma posição melhor nas negociações para a desativação do programa nuclear".
 
Imagens divulgadas na segunda-feira pela televisão estatal norte-coreana KRT mostraram a cúpula do governo comemorando o aniversário do país a portas fechadas.
 
Em comunicado, as autoridades norte-coreanas disseram que "o poderoso Exército (do país) puniria invasores sem piedade".
 
Em junho, a Coréia do Norte submeteu, com grande atraso, um relatório em que revelou detalhes de suas instalações nucleares. O país esperava a remoção imediata de seu nome da lista americana de países que apóiam o terrorismo.
 
Entretanto, os Estados Unidos afirmaram que isso não será possível até que a Coréia do Norte concorde com inspeções para verificar a veracidade das informações reveladas pelo país.
 
No fim de agosto, em protesto, a Coréia do Norte anunciou a suspensão do desmantelamento das instalações do reator nuclear de Yongbyon.
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