Ele será ouvido sobre a denúncia de grampos feitos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em telefonemas do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e de outras autoridades do Legislativo e do Executivo.
O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), disse que, devido a gravidade das denúncias, pretende marcar o depoimento do general para esta terça-feira (2). "Isso tem de ser muito bem investigado. As denúncias são gravíssimas. Temos que ouvir o chefe do doutor Paulo Lacerda [diretor-geral da Abin] para esclarecer as denúncias", disse Itagiba. Ele lembrou que a Abin é subordinada ao GSI, por isso a necessidade de convocar o general Armando Félix.
O deputado ainda disse que a CPI pretende ouvir também José Milton Campana, subordinado de Paulo Lacerda na Abin. Lacerda já foi ouvido pela CPI há 15 dias, quando negou a existência de qualquer ordem para que a instituição grampeasse telefones de autoridades. Por conta disso, Itagiba descartou, por enquanto, uma nova convocação de Lacerda.
"Ele já negou a realização de grampos na Comissão. Podemos ouvir os outros dois e, se for necessário depois de conhecermos o teor dos depoimentos, poderíamos partir para uma nova convocação do diretor da Abin", afirmou.
Para o deputado, a instalação de grampos telefônicos se deve a uma "disputa" no governo federal. "A CPI já denunciou tentativas de interceptação do presidente Lula e do ex-presidente Fernando Henrique. Existe algo muito maior, uma disputa de poder em grupos instalados dentro do governo", disse.
A Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso vai se reunir no dia 9 para discutir a denúncia do grampo.
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