O Ministério Público Estadual propôs Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de João Monlevade, Carlos Ezequiel Moreira. Além dele, a ação também atinge a secretária Municipal de Administração; a procuradora do município; cinco agentes públicos municipais; e contra uma empresa contratada para prestar serviços de som e de iluminação em eventos.
De acordo com a ação, o prefeito e os funcionários fraudaram o procedimento licitatório para beneficiar a empresa. Além disso, o contrato foi assinado em maio de 2005 e teria vigência de oito meses, mas, com sucessivos termos aditivos e prorrogações de prazo, vigorou até 2007 e o valor inicial foi aumentado acima dos 25% permitidos por lei.
Segundo a promotora de Justiça Giselle Ribeiro de Oliveira, “não há no edital qualquer previsão do número estimado de eventos que seriam realizados, não sendo possível descobrir-se como se chegou ao valor do contrato”.
A promotora pede, liminarmente, a decretação da indisponibilidade dos bens dos réus para garantir o ressarcimento integral do dano e a perda do acréscimo patrimonial indevido, caso sejam apurados no processo; e o afastamento dos agentes públicos, para garantir a instrução processual.
O Ministério Público pediu também a declaração de nulidade do contrato e dos seus termos aditivos e a condenação dos réus às seguintes penas: ressarcimento dos danos causados ao patrimônio público; perda da função pública; suspensão dos direitos políticos; pagamento de multa civil; e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.
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