Três acusados de envolvimento no esquema de desvio de verbas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) investigado pela Polícia Federal na operação Santa Tereza foram soltos por decisão da juíza Silvia Rocha, da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
João Pedro de Moura, lobista e ex-assessor da Força Sindical e do deputado Paulo Pereira da Silva, Marcos Vieira Mantovani, dono da consultoria Progus e Celso Murad, gerente financeiro do prostíbulo WE, foram libertados.
A decisão de soltar João Moura veio logo depois de o STJ (Superior Tribunal de Justiça), nesta quinta-feira (31/7), ter negado liminar em habeas corpus ao lobista.
O vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Cesar Asfor Rocha destacou que a prisão era necessária para garantia da ordem pública e econômica. O ministro concluiu que não houve abuso de poder ou flagrante ilegalidade na decisão do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) de negar a liminar impetrada com o mesmo pedido.
Moura é acusado de utilizar sua influência no BNDES para conseguir a liberação de empréstimos para prefeituras e empresas. Ex-conselheiro do banco, ele e Mantovani são apontados como mentores do esquema de desvio. O prostíbulo WE, de propriedade de Celso Murad, era supostamente utilizado para lavagem de dinheiro.
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade



