A Secretaria Municipal de Saúde – Semusa – realiza, entre 28 e 31 de julho, no espaço GTO da Câmara Municipal, a 1ª Exposição de Aleitamento Materno. A exposição mostrará fotos de mães amamentando, emprestadas por pessoas da comunidade, com o objetivo de chamar a atenção para a importância do leite materno. A mãe que quiser emprestar e ter a sua foto na exposição pode deixa-la em qualquer unidade de saúde do município.
A exposição pretende sensibilizar as mães da importância do aleitamento. Para isso, está sendo feito um esforço no sentido de incentivar e estimular a prática na sociedade. Segundo o UNICEF, o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos. Ainda de acordo com a organização, os bebês até os seis meses não precisam de chás, sucos, outros leites, nem mesmo de água. Após essa idade, deverá ser dada alimentação complementar apropriada, mas a amamentação deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.
Conforme a Divisão de Ações Básicas de Saúde do município, o leite materno protege o bebê de bactérias e vírus com os quais suas mães tiveram contato. Bebês que são amamentados ficam menos doentes e são mais bem nutridos do que aqueles que ingerem qualquer outro tipo de alimento. Somente as orientações dos profissionais de saúde não previnem todas as dificuldades de amamentação. A mãe precisa de apoio da família, parentes, amigos e vizinhos, além de informações corretas, para evitar que erros comuns ligados a mitos sejam cometidos.
Mitos e verdades sobre amamentação
Existe leite materno fraco? Não. Só pode ocorrer, apesar de muito difícil, se a desnutrição da mãe for extrema. Toda mãe produz o leite mais adequado para o seu filho, alimentando-o de forma satisfatória até os seis meses de idade exclusivamente. · O bebê pode arrotar no peito? Sim. A mã e não precisa ter medo de que o leite não desça mais. Se o bebê arrotar no peito é normal.
Pode-se jogar o excesso de leite materno ordenhado em água corrente? Sim. O leite ordenhado, caso feito de maneira correta e doado para um banco de leite, pode ajudar outros bebês hospitalizados que precisam de leite materno, mas caso seja jogado em água corrente nada acontecerá na produção do leite.
Canjica, cerveja preta, água inglesa e outros alimentos aumentam a produção de leite? Não, isso é um mito. O que faz um bom leite materno é o bebê sugar o peito de maneira correta e uma alimentação saudável.
A mãe com bicos feridos, rachados ou empedrados deve parar a amamentação? Não. Estes são quadros que devem ser cuidados e sanados para uma melhor amamentação.
Dicas para amamentação
Arroto: Depois da amamentação é importante colocar o bebê para arrotar. Essa ação garante que o pequeno elimine o ar engolido durante a mamada, promovendo seu bem-estar. Estimular o recém-nascido a soltar o ar deglutido é simples: basta colocá-lo em pé contra o seu corpo, na posição vertical, com a cabeça encostada em seu peito, entre as mamas, apoiando a mão em suas costas.
Nesta posição, o ar se desloca para a parte superior do estômago, sendo facilmente eliminado através da boca. Às vezes, o bebê demora um tempinho até conseguir arrotar. Por isso, depois das mamadas, espere até dez minutos com o bebê nessa posição. Caso ele não arrote, coloque-o no berço deitado de costas.
Produção de leite: A ansiedade, o estresse, cansaço e dor podem reduzir a produção de leite já que esses fatores jogam no corpo da mulher hormônios que inibem a descida do leite materno. Para evitar isso, a mãe deve ter o direito de repousar, de não querer receber visitas e de pedir mais empenho do pai em ajudar com os afazeres domésticos. Amamentar em lugar tranqüilo e sem barulho ajudam ainda mais esse momento tão especial de mãe e bebê. Se a mãe achar que seu filho não está amamentando bem, procure o auxilio de um pediatra que poderá dizer se o bebê está bem ou não.
Amamentação sem dor: A ansiedade faz com que a mãe coloque o peito de qualquer jeito na boca do bebê que o abocanha de forma inadequada e isso pode machucar o bico, podendo até formar fissuras e machucados. O jeito mais correto é fazer com que o bebê abra bem a boca e abocanhe toda a aréola (parte escura do seio). É lá que se encontra o leite armazenado e a saída do leite se torna mais fácil, fazendo com que o bebê não faça tanto esforço, ganhando peso, e não machuque o peito da mãe. Para o bebê abocanhar toda a aréola, coloque a barriga do bebê encostada com a sua barriga e você, mãe, deve estar numa posição bem confortável.
Até quando amamentar: O desmame se inicia quando outro alimento é introduzido além do leite materno. A Organização Mundial da Saúde – OMS – preconiza o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, desde que o crescimento e desenvolvimento do bebê estejam adequados. Depois dos seis meses, o bebê já tem todo o seu sistema digestivo amadurecido para receber outro alimento que não o leite materno e também já necessita de nutrientes que não são encontrados no leite produzido pela mãe. A partir de então, o bebê começa a diminuir as mamadas no peito e adquirir o hábito de mastigar, começando pelos sucos, papinhas doces e salgadas até comer a mesma comida da família. A amamentação passa a ser um complemento da alimentação. Segundo a OMS, o aleitamento materno deve acontecer pelo menos até os dois anos ou até ser prazeroso para mãe e criança.
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