Segundo analistas, contribuiu à alta do petróleo o fato de o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetronf), de onde sai 80% do petróleo produzido no Brasil, ter confirmado na quinta-feira a convocação de uma greve de cinco dias a partir de 14 de julho.
O barril do Brent para entrega em agosto bateu o recorde pouco depois das 9h30 (em Brasília), em um pregão caracterizado pela volatilidade.
A commodity superou, dessa forma, o anterior recorde histórico, batido em 3 de julho, quando tocou os US$ 146,69.
Após registrar a nova marca, o preço do Brent se moderou ligeiramente e, às 10h06 (em Brasília), era cotado a US$ 146,70, valor US$ 4,67 acima do alcançado no fechamento do pregão anterior.
Analistas afirmam que a escalada do Brent também foi impulsionada pela preocupação do mercado com um possível conflito entre Israel e Irã.
A República Islâmica, segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), realizou esta semana vários testes com mísseis capazes de alcançar Israel, o foi duramente condenado pelos Estados Unidos.
As manobras ocorreram enquanto Teerã insiste em que o polêmico programa nuclear iraniano só procura gerar energia elétrica, mas as potências ocidentais acreditam que o Irã pretende fabricar armas atômicas.
Outro fator que encareceu o petróleo foi a advertência de grupos rebeldes de retomar os ataques contra instalações petrolíferas na Nigéria, maior produtor de petróleo na África.
Além disso, o Brent mantinha tendência em alta depois que o Governo americano informou, na quarta-feira, que as reservas de petróleo do país desceram em 5,9 milhões de barris na semana passada, até 293,9 milhões.
Com a diminuição, a reservas do maior consumidor energético do mundo são agora 16,8% inferiores às de um ano antes.





