A prisão ocorreu na tarde desta quinta-feira (10), em escritório na Avenida Nove de Julho, capital de São Paulo. Dantas será recolhido na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.
O pedido do juiz deve-se a um conjunto de novos documentos apreendidos pela Polícia Federal na casa de Daniel Dantas e pela oitiva de uma testemunha que fortaleceu a ligação entre o preso e a prática do crime de corrupção (suborno) contra um policial federal que participava das investigações.
Na noite desta quarta-feira (9) o ministro Gilmar Mendes havia concedido o habeas-corpus que libertou Daniel, sua irmã Verônica Dantas e mais nove pessoas presas na operação Satiagraha da Polícia Federal. Mendes considerou que a prisão preventiva dos acusados era desnecessária, já que eles não representavam ameaça às provas colhidas durante a operação. Daniel Dantas havia sido solto na manhã desta quinta-feira (10).
O grupo de Dantas, segundo o MPF (Ministério Público Federal), cometeu o crime de evasão de divisas por meio do Opportunity Fund, uma offshore no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe. Segundo os laudos periciais, tal fundo movimentou entre 1992 e 2004 quase US$ 2 bilhões. Além de evasão e quadrilha, as investigações apontam gestão fraudulenta por parte do grupo de Dantas, além de concessão de empréstimos vedados (empréstimos entre empresas do mesmo grupo) e corrupção ativa, pela tentativa de pagamento de propina.
As investigações começaram há quatro anos, como desdobramento do caso Mensalão. Na apuração foram identificadas pessoas e empresas que seriam beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos. Durante as investigações, a PF descobriu atividades de dois grupos ligados ao mercado financeiro, liderados por Daniel Dantas e o empresário Naji Nahas.
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