Ministério Público pede afastamento de presidente do TRE de Goiás por proteção a Marconi Perillo

Publicado por: suporte

Para tanto, os procuradores da República Raphael Perissé e Cláudio Drewes entraram com ação de improbidade administrativa contra a desembargadora. O MPF/GO pede ainda a concessão de liminar para garantir a legalidade das próximas eleições, marcadas para o final do ano.

As acusações contra a desembargadora são baseadas em escutas telefônicas autorizadas judicialmente. De acordo com as provas, ela teria mantido contatos escusos com o senador Marconi Perillo (PSDB). Além de ser amiga íntima do político, um dos fatos que demonstra a relação de Beatriz Figueiredo com o senador é a indicação para ser desembargadora do Tribunal de Justiça quando Marconi era ainda governador de Goiás.
 
Outra situação que comprova a relação estreita entre eles é o fato de o marido da desembargadora ser padrinho de Marconi Perillo. Mesmo com todas as evidências de envolvimento com o senador, Beatriz Figueiredo foi relatora de dois processos envolvendo Marconi Perillo. As decisões das demandas judiciais foram favoráveis ao político, evidenciando uma relação de favorecimento.
 
“Os fatos descritos representam apenas uma amostra – a ponta do iceberg – das improbidades levadas a efeito pela demandada, uma vez que outras ações de interesse do senador Marconi Perillo e de seus aliados políticos tramitam e foram julgados pelo TRE-GO e, conseqüentemente, pela desembargadora em situação de flagrante suspeição e afetação de sua imparcialidade”, relata o pedido do MPF.
 
Além do afastamento imediato da desembargadora das funções eleitorais, o Ministério Público Federal quer a condenação de Beatriz Figueiredo por improbidade administrativa. “A par desses argumentos, sendo certo a manutenção da demandada no TRE-GO pode trazer prejuízos institucionais (à Justiça Eleitoral) e sociais (descrédito da sociedade com relação ao Judiciário) consideráveis, é forçoso concluir que o seu afastamento é medida adequada à preservação do interesse público”, considera o MPF.
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