O príncipe Albert 2º, chefe do Poder Executivo de Mônaco, concordou com a extradição ao Brasil do banqueiro Salvatore Cacciola. O pronunciamento do príncipe ratifica a decisão do Tribunal de Apelações do país e representa a palavra final do governo de Mônaco sobre o assunto. O ex-banqueiro deve agora cumprir o restante da pena no Brasil.
Segundo informações do Ministério da Justiça, o diretor-geral de Justiça de Mônaco, Philippe Narmino, informou ao ministro Tarso Genro que ainda nesta sexta-feira (4/7) comunicará o governo brasileiro oficialmente, por via diplomática. Ele solicitou ainda informações sobre como será o retorno de Cacciola ao Brasil.
Cacciola estava foragido do Brasil desde 2000, após ser condenado a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e gestão fraudulenta no Banco Marka, que provocou um rombo de mais de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos do país.
Ele chegou a ficar preso por 45 dias, mas conseguiu habeas corpus e fugiu para Itália, onde se encontrava foragido até ser detido pela Interpol em setembro do ano passado.
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