Brasil inicia nova ofensiva para aumentar exportações para a China

Publicado por: suporte

A afirmação do ministro foi feita na cerimônia em que foi divulgada a Agenda China – Ações Positivas para as Relações Econômicas e Comerciais Sino-Brasileiras.

Entre as metas estabelecidas no documento, divulgado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, estão a triplicação das exportações brasileiras para a China, com produtos de maior valor agregado, e a atração de mais investimentos chineses para o Brasil até 2010.
 
"Começamos hoje uma nova etapa. O fluxo de comércio e de investimentos entre os dois países, economicamente tão importantes, exigem uma estratégia coordenada e cada vez mais atenta aos assuntos de interesse mútuo", disse o ministro.
 
Segundo ele, o lançamento da Agenda China atitude pró-ativa dos empresários e do governo para estabelecer uma readequação do perfil das transações econômicas e comerciais entre o Brasil e aquele país asiático.
 
Miguel Jorge reafirmou que um das metas do Brasil é elevar as vendas externas para a 1,25% das exportações mundiais até 2010. "Certamente, o aumento do comércio com a China vai ajudar nessa meta, se elevarmos o conteúdo tecnológico de nossas exportações com produtos de maior valor agregado com relação ao que exportamos hoje."
 
Dados de 2007 mostram que o Brasil importa 95,1% em produtos industrializados, que são mais caros, e vende aos chineses apenas 26,8% desse tipo de produto. Por outro lado, a composição das exportações brasileiras para o mercado chinês é de 74% de produtos básicos, contra 18% de semimanufaturados e 8% de manufaturados. Entre os principais produtos, segundo MDIC, estão o minério de ferro (34,5%) e a soja em bruto (26,3%).
 
Entre os principais produtos china comprados pelo Brasil estão aparelhos e componentes eletrônicos (34,2%) e máquinas e instrumentos mecânicos 18,6%.
 
Segundo o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, o governo brasileiro estabeleceu 619 produtos prioritários de 48 setores, que representam US$ 637 bilhões (67%) da pauta de importação da China Desse total, 147 produtos de 28 setores concentrarão maior esforço até 2010, como petróleo e derivados, metais não-ferrosos, papel e celulose, produtos minerais, químico, carne de aves e suna, peles e couro, além de instrumentos de precisão, metalúrgicos, ferramentas, tintas e farmacêuticos.
 
Entre as ações estratégicas para aumentar o comércio com a China estão a disseminação da imagem do Brasil no mercado chinês, diversificação dos produtos exportados, o aumento das parcerias entre as empresas dos dois países e entre o governo e o setor privado.
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