Entre os encontros oficiais estão previstas reuniões: com o cônsul do Brasil, em Hong Kong; à SECOM – Secretaria de Comércio da Embaixada do Brasil, em Hong Kong e Pequim. Em Beijim, a missão participa de uma reunião sobre Gestão Pública. Participam da viagem à China os prefeitos das cidades de Divinópolis, Santo Antônio do Monte, Formiga, Córrego Danta, Paíns, Itaúna e São Gonçalo do Pará, além de técnicos da Fiemg e Sebrae.
A iniciativa da Fiemg Regional Centro-Oeste, em parceria com o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Centro-Oeste Mineiro – PRODESCOM, Associação Mineira do Vale do Itapecerica – AMVI, Associação Mineira dos Municípios – AMM e Sebrae/MG busca reposicionar a Região no contexto dos investimentos internacionais, conhecer os mais recentes lançamentos em tecnologias e um estreitamento nas relações Brasil/China, dentro das propostas apontadas pelos governos Estadual e Federal.
Segundo Afonso Gonzaga, a exportação de manufaturados do Brasil depende mais da política industrial do nosso País do que da voracidade do mercado chinês. “Temos que tornar os produtos “made in brasil” mais competitivos no mercado mundial. Embora nossos executivos e empresários sejam eficientes, dificilmente podem competir carregando o custo Brasil”, revela Gonzaga. E é procurando aproveitar o crescimento do país na área internacional, “com sua capacidade de afirmação”, diz Gonzaga, é que se deve estreitar as relações comerciais com o mundo.
Hoje o Brasil é mais que um país emergente, é ator principal nas organizações regionais e ponderável peso na busca de soluções para os problemas financeiros de todo o mundo. Neste contexto, diz Afonso Gonzaga, a missão da região centro-oeste buscará o avanço e participação nesse processo, para que o momento se transforme em duradoura nova etapa de desenvolvimento dos produtos industriais da região centro-oeste no cenário econômico mundial.
As novas estruturas organizacionais da região centro-oeste, com destaque para os Arranjos Produtivos Locais – APLs acenam para alternativas que tem permitido às empresas desenvolverem vantagens competitivas a partir da cooperação, e da atuação das instituições representativas e de políticas públicas eficientes. “ Com a cooperação empresarial pode-se obter importantes ganhos mútuos como, por exemplo, exportações, participação em feiras nacionais e internacionais para a divulgação dos produtos relacionados com os APLs da região centro-Oeste”, destaca Afonso. Essas vantagens tornam os setores mais competitivos, principalmente com relação a maior inserção no mercado interno e acesso ao mercado externo.
A China é um vastíssimo mercado ainda pouco explorado pelos empresários brasileiros. No País, o Governo está expandindo/promovendo a inclusão financeira e social das camadas mais pobres da população, o que abre mais espaço para importação de produtos brasileiros. Já no Brasil, a inserção de empresas brasileiras no mercado internacional tem sido objeto de grande interesse por parte de uma gama de instituições, governos e órgãos de apoio e representação empresarial. Todos interessados em estimular o incremento de ações e estratégias que contribuam na participação continuada dos negócios brasileiros no mercado internacional, valorizando aspectos sociais entre os interlocutores.





