Três candidatos para as próximas eleições em Divinópolis e um assessor parlamentar foram multados pela Justiça eleitoral de Divinópolis e terão que pagar multas que variam de R$ 21 mil a R$ 53 mil. Foram multados os vereadores Aristides Salgado (PR), Edmar Rodrigues (PRP) e Marcos Vinicius Alves da Silva (PSC) Também vai ter que pagar a multa Washington Aparecido Moreira, assessor do vereador Edmar Rodrigues. De acordo com a juíza Ana Kelly Amaral Arantes, da 102ª Zona Eleitoral, as multas foram aplicadas por propaganda extemporânea e os candidatos já foram notificados. Em entrevista ao Jornal Divinews, a juíza disse que os candidatos foram flagrados distribuindo propaganda, “os santinhos” e com entrevistas “vangloriosas” de em veículos de comunicação da cidade, antes do prazo autorizado ao início das propagandas eleitorais. A decisão ainda cabe recurso.
Justiça multa candidatos e juíza diz que acordo contra propaganda em muros será mantido

De acordo com a juíza, a propaganda extemporânea é realizada por todo político que se declarou candidato antes da data de 6 de julho de 2008. A propaganda eleitoral só poderá ser veiculada a partir desta data. Segundo ela, as propagandas que foram proibidas mediante acordo assinado pelos partidos. “Os partidos de Divinópolis firmaram o acordo no sentido de proibir pintura de muros, exibição de placas, faixa nas via públicas e outdoor”, disse ela.
O acordo gerou tumulto entre as classes interessadas em ganhar “dinheiro extra” com as eleições. Na tarde de terça-feira (01) alguns pintores retornaram a Câmara Municipal para apresentar um abaixo assinado.
Quanto à movimentação da classe a juíza esclarece que “não há nenhuma maneira que possa reverter a atual situação do acordo já assinado”. Ela acrescenta que “hoje mesmo, estive olhando no site do TSE e já existe um projeto para que propagandas eleitorais consideradas como poluição visual, sejam proibidas em todo país nas próximas eleições”.
Segundo a juíza, o pagamento da multa deve ser efetuado assim que o processo retornar do Tribunal e deve ser paga de imediato, sem nenhum tipo de parcelamento. Os candidatos podem recorrer. Os documentos do recurso são encaminhados para o Tribunal Regional Eleitoral, em Belo Horizonte.
Ana Kelly Amaral explica também que “a partir da decisão do tribunal, ainda há uma chance de recorrer para o Tribunal Superior Eleitoral em Brasília”.
Na semana passada o TSE revogou o artigo 24 que proibia a realização de entrevistas com pré-candidatos antes do dia 6 de julho. Segundo Ana Kelly, hoje as entrevistas podem ser realizadas, mas sem excessos, com um padrão de reportagens estipulado para todos os candidatos.
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade





