O diretor de futebol celeste, Eduardo Maluf, concedeu entrevista na Toca da Raposa nesta sexta-feira (27) para justificar a atitude do zagueiro Marcelo Tavares, que pela segunda vez deixou ignorou acordo feito com o Cruzeiro. Maluf disse que o Clube está próximo de resolver a situação do zagueiro Marcelo Tavares, que defende o Al-Hilal, da Arábia Saudita. Contratado em julho do no ano passado, o jogador teve a apresentação adiada por duas vezes e não deve mesmo integrar o elenco celeste.
Maluf contou que Tavares está no Rio de Janeiro, onde se reuniu na quinta-feira com o seu procurador, Reinaldo Pitta. O jogador é aguardado em Belo Horizonte para muito possivelmente acertar o fim do compromisso com o Cruzeiro, que seria de um ano e meio.
"Acho difícil que o Marcelo se apresente ao Cruzeiro. Ele casou na Arábia (Saudita) e tem os interesses dele. Tem um compromisso com o Cruzeiro, não quer desonrar o que combinou e nós vamos achar uma forma de que ninguém saia perdendo, nem o Cruzeiro, nem o jogador", afirmou o dirigente.
Maluf explica que a esposa do jogador não quer deixar a Arábia Saudita por questões profissionais e que o Cruzeiro não quer ter um atleta insatisfeito no elenco."A esposa dele é uma jornalista que não tem o interesse de sair de lá e ele também não quer vir para o Brasil. Nós vamos acertar como vai ser essa saída dele, que tem contrato assinado com o Cruzeiro. Nós não gostaríamos de ter aqui um jogador com uma série de problemas que ele colocou e que são pertinentes à situação dele", tentou justificar Maluf.
O dirigente descarta a possibilidade de emprestar Marcelo Tavares novamente. Antes de contratar o jogador, Maluf foi pessoalmente à Arábia Saudita e o viu em ação na final do campeonato local. O pré-contrato foi assinado em 7 de fevereiro de 2007 e previa a apresentação do zagueiro na Toca da Raposa II em julho daquele ano.
Isso não ocorreu e Tavares foi cedido por seis meses ao Al-Hilal, em troca de US$ 350 mil. No último mês de janeiro, o jogador pediu novamente para permanecer na Arábia Saudita e foi emprestado por mais um semestre, em troca de US$ 500 mil.
"O que fecharmos agora vai ser definitivo. Achamos que ele seria útil ao Cruzeiro, mas, por tudo o que vem acontecendo, acho que o Cruzeiro não pode passar por isso e temos de colocar um ponto final. A partir de agora vamos definir a situação do Marcelo, de modo que ele siga a vida dele e o Cruzeiro busque outro nome", concluiu Maluf.
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