O governo federal quer reduzir a saída de jogadores de futebol brasileiros para o exterior – o que tem acontecido não apenas em larga escala mas cada vez mais cedo na vida profissional do atleta. O ministro do Esporte, Orlando Silva, disse hoje (18) que já há proposta brasileira para modificar a legislação da Federação Internacional de Futebol (Fifa).
Atualmente, o órgão prevê que o jogador, dos 12 aos 21 anos, se encontra em formação para aperfeiçoamento técnico. Mas, segundo Silva, a mesma legislação permite que as transferências internacionais aconteçam a partir dos 18 anos. “Temos defendido uma alteração, exigindo que a transferência só possa se dar a partir dos 21 anos. A proposta foi muito bem recebida e pretendemos, nos próximos meses, aprofundar a discussão para que os atletas possam estar mais tempo em seus países”, disse o ministro
Para o ministro, a saída precoce de atletas brasileiros está ligada também à existência de uma "economia do futebol" mundial mais competitiva. Segundo ele, o Brasil é, atualmente, uma das principais economias do mundo mas “o mesmo não pode ser dito” em relação à economia do futebol brasileiro. “Perdemos atletas para países como Finlândia, Turquia, Grécia, que possuem uma economia com desenvolvimento menor. Nossos torneios são menos competitivos”, afirmou Orlando Silva. Ele ressaltou que uma melhoria nessa área vai exigir, sobretudo dos clubes, maior organização, planejamento e gestões administrativas mais profissionais.
“Ganha o futebol do Brasil e ganha o futebol mundial, além dos atletas, que poderão sair para o mundo com um pouco mais de experiência e de estabilidade, mesmo emocional, o que vai repercutir no seu rendimento futuro”, finalizou o ministro do Esporte.
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