O movimento atingiu os sstados de Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Goiás e Rio Grande do Sul. Segundo comunicado divulgado pela Via Campesina, cerca de 1.500 trabalhadores participam da ocupação da ferrovia da Companhia Vale do Rio Doce na altura do município de Governador Valadares para exigir que a mineradora abra negociação com as 500 famílias da comunidade Pedra Corrida.
Elas serão desalojadas pela construção da barragem de Baguari, na divisa dos municípios de Governador Valadares e Periquito. Os manifestantes também reivindicam a reestatização da companhia e o ressarcimento dos prejuízos causados pelas barragens para a construção de usinas hidrelétricas.
No Paraná, os protestos aconteceram em frente a uma fábrica de fertilizantes da multinacional Bunge em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. Os trabalhadores rurais cobram do governo federal a reestatização da empresa, privatizada há 15 anos, a quebra do controle das multinacionais sobre os alimentos e fertilizantes, e uma política eficaz de financiamentos para os camponeses e a agricultura familiar. Cerca de 700 pessoas participaram da ação, segundo a Via Campesina.
Em Goiás, os manifestantes bloquearam a BR-153 na altura de Uruaçu, que dá acesso ao Estado do Tocantins, e a BR-050 em Catalão, que faz a ligação com Goiânia.
Na capital do Estado, manifestantes protestam em frente à Celg (Companhia Energética de Goiás) contra o alto preço das tarifas de energia elétrica. De acordo com o comunicado da Via Campesina, 1.500 trabalhadores participam das três ações em Goiás.
Agricultores assentados e acampados marcharam rumo à Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, no Rio Grande do Sul, em protesto contra a aquisição de terras da região pela multinacional de celulose Stora Enso e em repúdio à atividade da polícia durante atos realizados em Porto Alegre contra o governo de Yeda Crusius nesta quarta-feira.
Em Pernambuco, o protesto contou com a participação de indígenas. Trabalhadores rurais e índios Xukuru trancaram a BR-232, na altura do município de Pesqueira, e a BR-110, que liga os municípios de Inajá e Ibimirim, contra o avanço da monocultura da cana-de-açúcar. De acordo com a organização do movimento, a ações reuniram cerca de 900 pessoas.
As manifestações fazem parte da jornada de lutas contra as grandes corporações que atuam no Brasil e contra o modelo econômico e de agronegócio brasileiro. Desde terça-feira, os trabalhadores já realizaram protestos em 14 Estados.
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