O programa SuperPop, apresentado por Luciana Gimenez na noite desta terça-feira (3), pela RedeTV! terminou em prisão. A atração entrevistou os sargentos do Exército Fernando de Alcântara de Figueiredo e Laci Marinho de Araújo, que assumiram relacionamento homossexual em reportagem de capa da revista Época desta semana.
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| Continua depois da publicidade Foto: Werther Santana/Agência Estado
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| Os sargentos Fernando Figueiredo e Laci Marinho foram presos ao deixarem a sede da RedeTV! |
Na atração, os dois sargentos repetiram, ao vivo, a história contada na revista: que vivem juntos, em união estável, desde 1997. O programa terminou com o prédio da Rede TV! cercado pela Polícia do Exército, que chegou ao local por volta das 23h30. A chegada do carro militar foi mostrada ao vivo no programa.
Um dos sargentos, Laci Marinho, é considerado desertor das Forças Armadas e tinha mandado de prisão expedido pela Justiça Militar desde o dia 21 de maio, segundo Época. Ele foi preso ao sair da emissora, por volta das 4h de hoje. Houve negociação com a presença de representantes do Condep (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana).
A presença do Exército na porta da Rede TV! – em Barueri, na Grande São Paulo – foi informada à Luciana Gimenez por uma produtora, que cochichou no seu ouvido a informação. Ao vivo, a apresentadora afirmou estar assustada com aquilo tudo: "Em sete anos de ‘SuperPop’ é a primeira vez que passo por uma situação desta", disse ela no ar.
O sargento Laci Marinho de Araújo se desesperou, ao saber que o Exército iria prendê-lo. "Eu vim em rede nacional para resguardar a minha vida. Porque a televisão atinge mais pessoas do que a revista. Se eu for preso eu vou morrer, será queima de arquivo", declarou o militar, exaltado.
Luciana respondeu: "O que eu posso fazer? Você veio aqui por livre e espontânea vontade", falou. A apresentadora se despediu do público, mas ainda era possível ler os lábios do sargento Laci Araújo, que balbuciava: "Eu não vou me entregar". Seu companheiro, sargento Alcântara, aparentava mais calma.
Como está doente [a doença não foi revelada pelo militar] e faz uso de remédios controlados, após ser preso, Araújo foi levado para o Hospital Militar, no Cambuci, região central de São Paulo.
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