A obediência tática dos jogadores alvinegros foi destacada pelo técnico Alexandre Gallo após a vitória por 2 a 0 sobre a Portuguesa, neste domingo (1), no Mineirão. A partida foi válida pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro. Segundo o treinador, que fez sua estréia diante da Massa Atleticana, a equipe atleticana fez uma boa partida.
”Dentro do esquema tático que organizamos, os jogadores foram responsáveis e, efetivamente, a marcação foi muito boa desde o primeiro tempo. Estávamos tendo um problema tático de espaçamento no primeiro tempo, com a defesa e o meio-campo juntos e o ataque um pouco distante. No segundo tempo, corrigimos essa situação. O Renan veio fazer um pivô nas costas do volante adversário e conseguimos criar pelo menos cinco boas chances de gol. Gostei bastante, acho que houve evolução física, evolução técnica e só nos mostrou que temos muito a fazer ainda, muito a crescer”, avaliou o técnico.
Gallo também comentou o crescimento de produção do time na etapa final. “A postura do segundo tempo foi muito boa. Adiantamos ainda mais a nossa marcação para não dar chance para a saída de bola da Portuguesa. Só recuamos um pouco depois dos dois gols, mas isso é uma coisa natural”, observou.
O comandante alvinegro ponderou que o esquema com três zagueiros que ele vem utilizando não significa uma equipe defensiva. ”Temos que trabalhar com o material que temos. É preciso entender que a formação de três zagueiros não faz com que o time seja mais ou menos defensivo. É a postura do time em campo que faz isso. Continuamos com três zagueiros no segundo tempo e fomos extremamente ofensivos”, analisou.
Gallo comentou as três substituições que promoveu na equipe: Thiago Feltri no lugar de Calisto, Marinho no lugar de Renan Oliveira e Maurinho na vaga de Coelho. Segundo o treinador, foram, praticamente, mudanças por ordem física.
”O Calisto, pelo ritmo de jogo e pela exigência que teve ali no lado esquerdo, sentiu um pouco no final. Tivemos uma troca de um lateral por outro, até porque a Portuguesa tinha colocado um atacante para jogar ali naquele setor. O Renan (Oliveira) tomou uma pancada no final do primeiro tempo, conseguiu voltar, mas depois começou a sentir de novo. Aí, a troca pelo Marinho, na intenção de manter forte o nosso ataque. O Coelho também participou demais do jogo e, no final, sentiu algumas câimbras e pediu a troca. Colocamos o Maurinho que não é lateral, mas que já atuou naquela posição”, concluiu Alexandre Gallo.
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