O promotor Francisco José Cembranelli criticou as versões apresentadas pelo casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá – pai e madrasta da menina Isabella, 5 anos, morta em 29 de março – no interrogatório realizado nesta quarta (28) no Fórum de Santana (zona norte de São Paulo).
De acordo com o promotor, o depoimento do casal coincidiu em diversos pontos, "em versões que estão bem ensaiadas, até exageradamente", mas também se contradisse. "Quando eles não sabiam, diziam que não se lembravam sobre vários assuntos. Perguntas foram respondidas além, sem que o juiz perguntasse."
Ainda segundo o promotor, o casal trouxe várias novidades nesses depoimentos, como a declaração da madrasta de ter perdido as chaves do apartamento dias antes do crime.
"Isso só conturba ainda mais essas versões", afirmou o promotor, que também taxou de contradição o fato de a madrasta assumir que tinha ciúmes da mãe de Isabella enquanto seu marido negou a relação tumultuada e disse que as duas tinham relacionamento normal.
Com relações às acusações de que houve pressão da polícia para que eles confessassem ou incriminassem um ao outro, Cembranelli considera que a intenção "era a de desmoralizar um trabalho feito de maneira decente".
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