Os ativistas tentaram colocar uma baleia inflável de 15 metros de comprimento no espelho d’água em frente ao prédio para pedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se mobilizem para conseguir a aprovar a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul.
| MANIFESTAÇÃO PELAS BALEIAS | |
| Fotos: Antônio Cruz/ABr | |
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| A organização não-governamental Greenpeace faz manifestação em frente ao Palácio do Planalto para pressionar o governo a apoiar a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul |
Desde 1999, o governo brasileiro tenta a aprovação do santuário nas reuniões da Comissão Internacional da Baleia (CIB). O santuário impediria a caça em todo o Oceano Atlântico sul, que banha toda a costa do Brasil e da Argentina, o sul do Chile e toda a costa oeste da África.
Segundo a coordenadora da Campanha das Baleias do Greenpeace Brasil, Leandra Gonçalves, o projeto ainda não foi aprovado porque o Japão, que defende a caça às baleias, compra o voto de países pequenos da África que fazem parte da CIB.
“Eles [os japoneses] compram os votos de países africanos, como São Tomé e Príncipe, por meio de subsídios à pesca, como indústrias de gelo”, afirmou Leandra. Este ano, a reunião da CIB será realizada em junho, no Chile. De acordo com Leandra, essa será uma oportunidade para o Brasil conseguir os 55 votos de 73 países necessários para a criação do santuário.
“Queremos que o presidente Lula traga mais países para o nosso lado. Queremos que ele traga de fato esses países que estão sendo comprados pelo governo japonês para o lado da conservação”, disse a coordenadora da Campanha. Segundo ela, uma alternativa para conseguir esses votos é mostrar que o turismo de observação das baleias, uma atividade praticada no Brasil, rende US$ 1 bilhão por ano.
Os ativistas também aproveitaram o protesto na capital federal para entregar 13 mil assinaturas de brasileiros que pedem mais apoio para a criação do Santuário das Baleias do Atlântico Sul. “Como já temos dois santuários vamos garantir um corredor migratório das baleias. Esperamos que o presidente e o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, compareçam à reunião [da Comissão Internacional da Baleia, em junho] e assumam o papel de porta-vozes da vontade da população brasileira. O Brasil pode e deve ter uma atuação positiva e diferenciada na CIB”, afirmou Leandra Gonçalves.
O membros do Greenpeace entregaram o documento com as assinaturas na Presidência da República e nos Ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores.
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