O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou na tarde desta quarta-feira que quer o secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, à frente do Ministério do Meio Ambiente. Lula disse que já havia pedido para “uma pessoa amiga” falar com Minc, que está na França, mas adiantou de Paris que aceita o convite.
A informação de que Minc aceitou o convite foi dada pela a assessoria de comunicação da Secretaria de Meio Ambiente do Rio, que não soube dizer se ele vai antecipar a volta da França, onde discute projetos ambientais para o estado, ou se vai cumprir a agenda até o final.
Ontem, a assessoria do governo do Rio de Janeiro havia informado à imprensa que Lula telefonou para o governador Sérgio Cabral, perguntando se poderia ceder seu secretário para o governo federal.
Lula admitiu que o ex-governador do Acre Jorge Viana esteve no Palácio do Planalto na manhã desta quarta-feira, mas negou que tenham tratado sobre possível convite para que ele substituísse Marina Silva. Segundo Lula, os dois conversaram sobre outros assuntos.
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ATIVISTA ECOLÓGICO – Confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo titular do Ministério do Meio Ambiente, no lugar de Marina Silva, que pediu demissão ontem (13), o atual secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc é um dos fundadores do Partido Verde. Na década de 1990, Minc trocou de partido e foi para o PT. Antes de assumir a secretaria do governo Sérgio Cabral, Minc estava no sexto mandato consecutivo como deputado estadual.
A gestão de Minc à frente da secretaria de Ambiente do Rio é conhecida pela recuperação do passivo ambiental do estado acumulado em gestões anteriores. Entre as iniciativas da gestão Minc, estão a descontaminação do terreno da Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a instalação de aterros sanitários em substituição aos lixões, projetos de descontaminação da Baía de Guanabara e, principalmente, a agilidade na aprovação de licenciamentos ambientais para grandes obras, inclusive empreendimentos da Petrobras.
Professor-adjunto do departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Minc foi ligado ao movimento estudantil. Foi preso pela ditadura militar em 1969 e ficou 10 anos exilado – passando por Cuba, Chile, França e Portugal – até a volta ao país após a anistia.
Sua carreira política é marcada pelo ativismo ecológico. Em 1989, recebeu o Prêmio Global 500, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) a pessoas que se destacam na luta pela defesa do meio ambiente.
Em sua página na Internet, Minc diz que já teve cerca de 150 leis aprovadas e que sua atuação parlamentar “abrange temas como a defesa do meio ambiente, segurança pública, saúde no trabalho, ética na política e fiscalização do orçamento e da execução orçamentária”.
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