Novos tremores de terra abalam a China

Publicado por: suporte

Até a madrugada desta sexta-feira, a região de Sichuan já sofreu pelo menos 122 tremores secundários que atingiram mais de quatro graus, sendo que um deles marcou 5,9 na escala Richter.

Os prejuízos estimados no desastre já passam de US$ 20 bilhões. Até agora, 21,5 mil mortes foram confirmadas, mas acredita-se que o número pode chegar a 50 mil. O presidente chinês, Hu Jintao, visitou nesta sexta-feira o vilarejo de Mianyang, no condado de Wenchuan. A área é a mais atingida pelo terremoto, que é considerado "a pior catástrofe natural" da China comunista.
 
Hu Jintao se encontrou com o primeiro-ministro, Wen Jiabao, que está em Sichuan desde segunda-feira coordenando os mais de 135 mil soldados e médicos que participam dos esforços de resgate. "Neste momento, os trabalhos de ajuda entraram na fase mais crucial. Nós precisamos fazer todos os esforços, correr contra o tempo e superar todas as dificuldades para alcançar a vitória final", disse Hu.
 
SOBREVIVENTES – Ainda nesta sexta-feira, equipes de resgate conseguiram retirar três adultos e uma criança com vida dos escombros na vila de Beichuan.  O resgate milagroso ocorreu mais de 100 horas depois do terremoto. Imagens de circuito fechado de TV mostraram um garoto de cinco anos sendo retirado dos destroços.
 
Segundo a reportagem, oficiais ouviram mais vozes clamando por socorro próximo de onde ocorreu o resgate e estão "esperando por mais milagres", pois crêem ser possível salvar outras vidas na mesma situação. Dois adultos foram resgatados de um prédio de escritórios, e uma enfermeira foi retirada dos escombros de um hospital.
 
ESCOLAS – O governo lançou, nesta sexta-feira, uma investigação para determinar se a má qualidade das construções facilitou o desabamento de escolas na área atingida pelo tremor. Segundo dados oficiais, o tremor fez desmoronar 6.898 escolas, causando a morte de dezenas de milhares de crianças.
 
"Se problemas de qualidade existem na construção das escolas, nós vamos lidar com as pessoas responsáveis de maneira dura, sem tolerância, e daremos ao público uma resposta satisfatória", disse Han Jin, chefe de planejamento e desenvolvimento do Ministério de Educação.
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