A crueldade em comum

Publicado por: suporte

Há mais de um mês o Brasil acompanha o desenrolar do caso Isabella Nardoni, morta de forma brutal atirada do sexto andar do prédio onde residia seu pai, Alexandre Nardoni e sua madrasta Ana Carolina Jatobá, depois de ser asfixiada  e sofrido outros tipos de agressão. O pai e a madrasta da menina foram indiciados e são os principais suspeitos do crime.

A comoção que atingiu o país inteiro nos faz pensar: Como alguém poderia cometer tal ato contra uma criança completamente indefesa?

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 Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. principais suspeitos do crime.  
 
 Suzane Richtofen, condenada a 39 anos de prisão.  
 
 Josef Fritzl, aposentado e pai estuprador.  
 
Natasha Kampush. Após saber do caso Fritzl Ofereceu ajuda à Elisabeth Fritzl, algo em comum.  

Não é a primeira vez que casos como o de Isabella une toda a população de um país em razão de um mesmo objetivo, justiça.

Quem não se lembra do caso Richtofen? Quando os pais Manfred e Marísia von Richtofen, foram mortos pela filha Suzane de 18 anos. Acompanhada de seu namorado, na época do crime, e do irmão dele. Os irmãos Cravinhos cometeram o crime a mando de Suzane Richtofen. O motivo? O casal não aceitava o namoro da filha por acreditar que o namorado dela usasse drogas e não fosse boa influência.

Esse paralelo nos mostra a violência que pode partir dos dois lados da relação entre pais e filhos. Como casos como estes vêm se tornando rotina no Brasil?estamos nos acostumando às más notícias.

Porém esta terrível rotina de crimes considerados hediondos entre membros da família não se resumem ao Brasil.
O caso mais recente divulgado pela imprensa e que chocou a Áustria e o mundo, traz como protagonista o pai, Josef Fritzl, o aposentado que manteve sua filha Elisabeth em cativeiro em um porão embaixo da casa que morava por 24 anos e com quem teve sete filhos, dos quais incinerou um que morreu logo após nascer.
O caso foi descoberto quando sua filha-neta de dezenove anos precisou de atendimento médico hospitalar. Elisabeth agarrou-se a possibilidade de liberdade quando convenceu Fritzl a deixá-la ir ao encontro de sua filha, lá contou sua história com apenas uma condição: nunca mais ver aquele homem.

Há ainda vários outros fatos ocorridos recentemente que perpassam pela mesma linha: a mãe que jogou sua filha recém nascida em um rio de Contagem-MG, o caso de Natasha Kampush que foi refém por oito anos antes de conseguir fugir do local onde estava presa, também ocorrido na Áustria dentre outros difíceis de esquecer.

Resolvidos ou em andamento, esses crimes ficarão na memória de muitos espalhados pelo mundo.o medo resiste e nos faz pensar. Pode acontecer a qualquer um.

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