Morre o ex-senador Arthur da Távola

Publicado por: suporte

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Arthur da Távola foi casado com Ana Cristina Teixeira, filha do educador Anísio Teixeira, e com Mírian Ripper Nogueira Lobo. Deixa três filhos.

 

Jornalista e escritor respeitado, escreveu colunas em vários jornais, entre eles, o "Globo", "O Dia", "Jornal do Commercio", e publicou 23 livros. Também dirigiu publicações da editora Bloch. Teve programas de música clássica e brasileira no rádio. Artur da Távola apresentou ainda crônicas diárias no programa Plantão da Madrugada, da rádio CBN. Por último, dirigia a Rádio Roquette Pinto, no Rio. Em 2001, ocupou o cargo de secretário municipal de Cultura do Rio.

 

Carreira política – Nascido no Rio de Janeiro, em 3 de janeiro de 1936, filho de Paulo de Deus Moretzsohn Monteiro de Barros e de Magdalena Koff Monteiro de Barros, formou-se em 1959 em direito pela PUC do Rio. Durante o curso universitário, participou do movimento estudantil.

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Em 1965, especializou-se em educação, pelo Centro Latino-americano de Formación de Especialistas en Educación (CLAFEE). Entre 1957 e 1960, trabalhou como produtor de programas educativos da Rádio MEC.

 

Em 1960, ainda usando seu nome de batismo, Paulo Alberto Monteiro de Barros foi eleito deputado constituinte no recém-criado estado da Guanabara, pelo PTN. Em 1962, foi eleito novamente deputado estadual, ingressando no PTB. A atuação parlamentar foi marcada pela oposição ao então governador Carlos Lacerda, da UDN.

 

Exílio – Teve o mandato e os direitos políticos cassados durante o regime militar, exilando-se na Bolívia e no Chile. Em 1968, a convite do jornalista Samuel Wainer, começou a escrever uma coluna sobre televisão no jornal "Última Hora", do Rio. Decidiu assinar seus artigos com o pseudônimo de Artur da Távola – numa homenagem ao rei Artur da Távola Redonda. A partir de 1972, começou a escrever para a coluna sobre televisão para o Segundo Caderno do "Globo".

 

Foi o deputado do PMDB mais votado do Rio em 1986, sendo eleito deputado constituinte. Logo em seguida, deixou de escrever para "O Globo". Na Constituinte, defendeu alterações na legislação reguladora das concessões de canais de TV, para facilitar a criação de emissoras vinculadas à sociedade civil. Ainda durante os trabalhos da Assembléia Constituinte, integrou a dissidência que deixou o PMDB para fundar o PSDB, sendo escolhido líder do novo partido na Constituinte.

 

Senador eleito pelo PSDB em 1994, em agosto de 1999, Artur da Távola anunciou o desligamento da legenda. Na ocasião, dissera que o partido e o governo de Fernando Henrique tinham abandonado os princípios da social-democracia para assumir uma feição conservadora.

 

 

 

 

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