Embora, já tenha algum tempo que a enquete foi postada no sitio eletrônico da Câmara de Divinópolis, contudo, nunca esteve tão atual diante da insatisfação da população com a atuação de alguns vereadores de Divinópolis, que teimam em inverter os papeis, se fazendo de Executivo, dizendo realizar obras e mais obras, e entregando um número interminável de homenagens, criando assim um curral eleitoral junto ao homenageado e seus familiares. Contudo, senão, todavia, a enquete da Câmara que foi encerrada em março do ano passado (2015), com apenas 66 votos, aponta o percentual de 48,5% que a população, quer que os edis fiscalizem as ações do Poder Executivo, e 45,5% quer ver os digníssimos vereadores, além de fiscalizando as ações do Executivo, discutindo e votando projetos de leis, além de entender e conseguir captar as demandas da sociedade – Somente 6% entendem isoladamente que os vereadores tem como premissa básica de atuação, a votação de projetos com temas como educação, saúde e segurança, além de endente as demandas da sociedade e lutar por elas – Embora seja um universo muito pequeno, já que apenas 66 pessoas responderam, é nítido que a população dá mais valor ao parlamentar/vereador que atua fiscalizando o executivo do que atuando fazendo leis que na maioria das vezes não serão aplicadas, ficam apenas no papel, como existem centenas dela em Divinópolis. As mais bobas possíveis.
O vereador Delano Santiago (PRTB), teve nesta quinta (25), no plenário da Câmara, durante a reunião ordinária, uma “fala” totalmente incompatível com a sua função, de que nem ele, e tão pouco outros vereadores, enfim, a Câmara não estão sabendo oficialmente, nada sobre a instalação do Aterro Sanitário nas proximidades das comunidades do Quilombo e Choro. Além do Divinews ter acompanhado seu “pronunciamento”, in loco. Segundo áudio ( a partir de 16:49) da Câmara, o edil diz: “Jogam a responsabilidade para a Câmara Municipal, sem sequer ter chegado aqui nenhum projeto constando a instalação desse Aterro Sanitário no Quilombo e no Choro. Não chegou nada para nenhum dos vereadores. Se chegou, chegou para o Presidente e ele não nos comunicou. Mas, acho que não chegou. Nem o presidente da Comissão de saúde (Edmilson Andrade) também não foi comunicado. Diante disso para nós, nada vai ser instalado na comunidade” – Será mesmo que o vereador, após exato um mês (26/01), data que foi realizada a primeira Audiência Pública na UNA, entre os moradores das duas comunidades, com a empresa Viasolo, que tem ou teria a pretensão de instalar o Aterro Sanitário próximo ao Quilombo e ao Choro, o VEREADOR DELANO SANTIAGO NÃO SABE ? – Não sabe, por exemplo que a partir dessa Audiência Pública foi criado um grupo denominado “NO QUILOMBO, NÃO”? usando até WhatsApp, que está mobilizado contra essa absurda ideia da instalação de um aterro sanitário, próximo a comunidades rurais produtoras de alimentos, e que no dia 22, na última segunda-feira, ocorreu uma reunião no gabinete do deputado estadual Fabiano Tolentino, com a presença de vários advogados, entre eles o Pedro Paulo Pozzolini, procurador dos moradores da comunidade, e ainda que já foi agendada uma reunião na Assembleia Legislativa (ALMG) para o dia 16 de março às 10 horas – Então, para informar ao desinformado edil, além de Pedro Paulo, estiveram presentes na reunião o advogado Alican Albernaz, Roberta Carrilho, Carlos Eduardo Magalhães, Aristides Salgado, Paulo Oliva. E, o colega de bancada de Delano, o vereador Marquinhos Clementino, que também faz parte do grupo “NO QUILOMBO NÃO” – Delano, conseguiu fazer apenas uma colocação pertinente, perguntou onde estavam os empreendedores da Cidade Tecnológica, localizada tão próxima do Aterro Sanitário, e que em nenhum momento da discussão se pronunciaram a respeito. Estranho, não. Que empreendedores queiram como vizinho um aterro sanitário – Transcrevemos ipsis litteris a fala do vereador, algumas “coisas” não são inteligíveis. - ATUALIZAÇÃO: por falha nossa, tinhamos esquecido que estiveram presentes na Audiência Pública da UNA, além do vereador Marquinhos Clementino, os edis, Anderson Saleme, Adair Otaviano, Rodyson Kristinamurti – Como Delano faz uma fala que a Câmara não tem conhecimento, que ele não tem conhecimento?