AUDIÊNCIA PÚBLICA: “para curar o moribundo São João de Deus, precisa estancar a hemorragia tampando os furos por onde passa o dinheiro”
Essa foi a analogia que Geraldo Couto, o médico representante da empresa interventora DICTUM, escolhida pelo Ministério Público, usou para contextualizar a grave situação do HSJD – Geraldo foi do otimismo: “O hospital é viável” ao pessimismo: “Não descartamos a possibilidade de fechamento” – O fato é que a Audiência Pública não agregou grandes coisas e grande informações. A população queria saber uma coisa, o que aconteceu e por que? Quem desviou e deu prejuízo para o HSJD? E se haveria punição para os responsáveis? E a Mesa convergia em alguns momentos e em muitos outros tergiversava – Na verdade, na verdade mesmo, não se chegou a nenhuma conclusão e nenhum encaminhamento – Pelo pouco tempo que a empresa interventora está atuando, ela não teve condições de responder aos diversos questionamentos. Foi uma Audiência Pública para inglês ver apenas palanque político, eleitoreiro. Nada foi explicado e nada foi decidido. Foram palavras jogadas ao Léo – Os que foram à Audiência saíram do jeito que entram, sem nenhuma conclusão e sem nenhum entendimento. Enquanto os trabalhos da Dictum não avançar e conhecer todas as mazelas do hospital qualquer opinião, é prematura – Não foi desta vez que a caixa preta foi aberta, tiraram só o barbante ou o durex que envolve o pacote.
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