“A Revolução dos hábitos”

Publicado por: Redação

Vivemos muito tempo ouvindo e assistindo a mobilização de ambientalistas denunciando o perigo que o meio ambiente vem sofrendo pelas ações do homem sobre a natureza. A coisa ficou tão séria, que organizações, entidades, associações e um monte de estudos pregavam o fim da vida por causa da nossa falta de consciência.

Concordo com tudo o que foi dito… Até agora! Na verdade, não soubemos como resolver esse problema. Os países mais desenvolvidos nunca respeitaram os acordos internacionais para impedir a poluição do planeta. As nações emergentes tiveram que assinar acordos unilaterais e a população mundial, com baixíssimo percentual, conseguiu mudar seus hábitos buscando preservar o meio ambiente.

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Pois bem, meus amigos: que me desculpem os cientistas e “protetores” da natureza, que com discursos e lições de pouca eficiência, não conseguiram fazer o que um vírus microscópico fez em tão pouco tempo.

Aqui no Brasil, a poluição nos grandes centros urbanos caiu assustadoramente, para o bem da população. A baia da Guanabara, vitrine dos maus tratos com nossas praias está recebendo de volta tartarugas, peixes e espécimes desaparecidos há tempos. São Paulo tem vistas limpas das janelas dos prédios e o Evereste já pode ser visto depois de anos encoberto pela poluição. Nossa fauna parece ter acordado de um sono profundo e se mostra exuberante nas matas e florestas de cores mais vivas. O ar ficou mais respirável e nossos hábitos estão mudando… Pra melhor!

Ainda existem reclamações de toda ordem. Uns querendo a continuidade e ampliação do confinamento e outros querendo a liberação para o trabalho. É claro, que os antigos hábitos cobram respostas de todos nós, mas precisamos entender que os velhos hábitos perderam sua força e cedem lugar às transformações que o mundo hoje precisa.

Velhos hábitos são como as drogas para os viciados e dependentes. Eles nos cobram sua permanência sem o menor pudor! Numa espécie de revolução humana legítima, estamos nos reinventando e conhecendo novos hábitos, como não crer em tudo o que a mídia diz, procurar informações e não nos deixar envolver por opiniões sem fundamentos e principalmente, estamos aprendendo a conviver com nós mesmos.

Hoje, independente da tecnologia que nos afastou nos últimos tempos, estamos em nossas casas com filhos, esposas, pais e parentes. O sentimento de solidão está criando o hábito de procurarmos uns aos outros. Sentimos falta do abraço, do beijo, do carinho e do respeito. Aprendemos a admirar pessoas que nem sabíamos o nome, como nossos vizinhos mais prestativos e assim, o mundo começa a mudar para melhor ao contrário do que pensam e desejam adeptos dos velhos hábitos.

Dizem que tudo será complicado e nunca voltaremos à normalidade. Mas, que se dane a normalidade que ficou pra trás. Que ela fique lá, com o egoísmo que alimentamos, com a ganância que produzimos, com a alienação que nos acostumamos e com a estupides pregada pelos falsos profetas.

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Li um livro sobre “Hábitos”, quando pensava ser feliz ao lado de uma pessoa pela qual criei meus próprios hábitos. Não percebi o quanto ele fez mal a mim, a ela e a tantas outras pessoas. Hábitos são perversos e transformam a admiração numa frenética dependência. Hábitos criam suas próprias fórmulas de domínio e nos submetem a rotinas desgastantes.

Então, que sejam bem vindos os novos tempos que se anunciam. Que chegue rápido a normalidade que nunca conhecemos, pois, a revolução dos hábitos o transforma em atitudes, em consciência pela vida que merecemos. Talvez seja a nova forma de esperança!

 

Léo Junqueira

Publicitário, escritor, músico/compositor

Pai, avô e romântico inveterado.

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