Para o ministro construção civil ainda tem a vantagem de não depender de bens importados, o que permite que cresça mesmo que haja problemas no exterior. Segundo Mantega, o governo vai continuar auxiliando o setor, com recursos da Caixa Econômica Federal. “Este ano serão cerca de R$ 30 bilhões de recursos
O ministro reforçou que a demanda deve cair, mas crescer pelo menos 8%, o que considera ótimo. Ele disse que as altas de preços vistas no primeiro semestre foram generalizadas devido ao choque de commodities [produtos básicos com preços internacionais], o que significou elevação no preço do petróleo e derivados, além do setor de ferro e aço, que tiveram os custos elevados. “Esses preços estão caindo, então, os custos do setor da construção vão ser reduzidos. E, se havia perigo de elevação de preços e inflação setorial, esse perigo está afastado pela acomodação do setor.”
Mantega ressaltou que o governo vai mater os financiamentos ao setor de habitação de baixa renda e continuar implementando as obras de saneamento em todos os estados, bem como as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “O setor vai continuar aquecido, gerando emprego, talvez um pouco menos do que antes, mas continua.”
O ministro disse ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) deverá ficar entre 5% e 5,2% este ano, projeção classificou de “meta ambiciosa”, que não é fácil de ser alcançada. “Ela necessita de uma ação forte do governo e também dos empresários. O governo terá coragem de tomar as medidas anticíclicas, o que significar inclusive aumento de investimentos e redução de tributos”.
Mantega reagiu às críticas feitas à Petrobras afirmando que se trata de uma empresa absolutamente sólida, com lucros
Quanto à inflação, o ministro admitiu que houve um aumento no primeiro semestre deste ano, mas, com a queda do preço dos alimentos, o índice recuou. Daqui para a frente, deve-se observar alguma pressão inflacionária por conta da desvalorização do real. “[A pressão deve ser] momentânea e passageira, porque a demanda está caindo. O consumo está na faixa de 14% ao ano. Se reduzir para 10%, está ótimo. E com isso não haverá perigo de uma demanda pressionar a oferta.”
O ministro disse ainda que um dos efeitos da crise internacional será a menor geração de postos de trabalho no país. “Em vez de gerar 2 milhões de empregos no próximo ano, vamos gerar menos, porém, o emprego continuará se expandindo no país.




