Nesta semana, começaram os primeiros pingos de chuva no extremo norte mineiro, depois de seis meses. Nos últimos 23 meses, foram praticamente 15 de seca ou de chuvas bem abaixo da média histórica. De março a novembro de 2007, praticamente não choveu na região.
“Foram dois anos muito ruins que levaram a uma situação de seca gravíssima. Deve chover bastante nos próximos dias, mas não será suficiente para recuperar as perdas”, afirmou o climatologista Ruibran dos Reis, do Instituto MGTempo- Cemig/PUC-Minas, um dos maiores especialistas em regime de chuvas no estado.
Os números do instituto mostram, por exemplo, que em dezembro de 2007, quando se esperava
Segundo o climatologista, o pior ainda está por vir. O norte de Minas tem sobre si uma massa de ar quente que dificulta a formação de nuvens e bloqueia as frentes frias. “Com o aquecimento global, as regiões secas tendem a ficar assim cada vez mais. A previsão de volume de precipitação é meio catastrófica nessa região, devendo cair nos próximos anos de
O especialista acredita que a minimização dos efeitos negativos da seca prolongada passa, sobretudo, por uma mudança cultural de toda a sociedade. Um média pluviométrica anual de
“Tem que aprender a conviver, pensar em sistemas para aproveitar a água que cai, como as barraginhas, e tentar desenvolver culturas que dependam menos de água”, orientou.
Relatório agroclimatológico divulgado no final de outubro pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Minas Gerais apontou a perda de 197.725 cabeças de gado no norte de Minas ( 49.283 cabeças morreram e 148.442 foram vendidas por falta de pastagens). O documento revelou ainda a queda de 50% na produção de leite e carne. Cerca de 1.900 poços estavam sem água e 50% das barragens secaram. O fato é que os prejuízos e a falta de água potável em localidades motivaram uma reação dos órgãos públicos.
Nesta quinta-feira (13), o governador em exercício, Antonio Anastasia, está
Está em curso ainda, também em Montes claros, a construção do Centro de Convivência com a Seca, no parque tecnológico do Distrito Industrial municipal.






