Segundo a polícia, foram identificados aproximadamente 400 segurados que se beneficiaram do esquema e um rombo de mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos. Entre os presos estariam servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A Operação Fraude S/A cumpriu as prisões em agências da Previdência Social da região metropolitana de Belo Horizonte e em um cartório de notas localizado no interior do Estado. Os nomes dos presos não foram informados pela PF.
De acordo com o delegado Roger Lima de Moura, chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Previdenciários, foram cumpridos mandados na casa de servidores do INSS e de outros suspeitos de envolvimento com as fraudes.
Durante a investigação, iniciada há mais de um ano, a PF descobriu um esquema de obtenção fraudulenta de benefícios previdenciários e assistenciais, obtidos por meio de um escritório localizado na capital mineira.
Segundo a Coordenadora Operacional da Assessoria de Pesquisa Estratégica e Gerenciamento de Risco do Ministério da Previdência Social, Neusa Peixoto, os servidores supostamente envolvidos responderão a um processo disciplinar e, caso forem comprovadas as fraudes, poderão ser punidos.
Conforme Neusa, as pessoas que conseguiram o benefício irregular serão convocadas pela procuradoria do INSS e terão que devolver todos os valores. “Enquanto não houver a devolução, elas poderão ter os bens seqüestrados”, afirmou.
Os integrantes da quadrilha, que seria composta por servidores do INSS, despachantes e falsários, devem ser indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato qualificado, falsidade ideológica e documental. As penas poderão chegar a até 20 anos de reclusão.
A operação foi desencadeada a partir do trabalho de uma força-tarefa composta pela PF, Ministério Público Federal e Ministério da Previdência Social. De acordo com a coordenadora do ministério, o cerco aos suspeitos de fraude à Previdência aumentou, principalmente, a partir de 2003, devido ao trabalho desenvolvido





