“Tive quatro overdoses”, afirma Casagrande

Publicado por: suporte

Aos poucos, Walter Casagrande Júnior vai voltando. O ex-jogador e atual comentarista da Rede Globo gravou na quinta-feira (16) a primeira entrevista após a saída da clínica para tratamento de dependência química. Ele falou para o programa Altas Horas, da Rede Globo, que foi exibido na madrugada exibido no último final de semana. E foi de uma sinceridade brutal.

 
‘QUATRO OVERDOSES’  
Foto: Agência Estado  
  
Casagrande durante a gravação do programa Altas Horas: ‘Tive quatro overdoses”  
Confessou que teve quatro overdoses antes de ser internado. Uma delas, em frente ao filho de 13 anos. “Foi o pior momento entre todos neste processo”, afirmou. Casagrande era dependente de cocaína e heroína. “Eu me afastei de todas as pessoas, até de minha família. Estava usando muita droga”, admitiu. “Comecei a ter dificuldade para trabalhar, mas achava que estava tudo bem. Achei que a droga não me incomodava e eu não era um doente”.
 
Aos poucos, o ex-craque retoma a vida normal, longe do vício. Hoje mora sozinho num apartamento em São Paulo e todas as tardes vai à clínica para participar de uma terapia em grupo. Não há, contudo, previsão de volta às transmissões esportivas.
 
Casagrande relatou que usava drogas desde os tempos em que era jogador. Seu último clube foi o São Francisco, da Bahia, em 1996. “Eu parei de jogar querendo mesmo, mas não estava preparado. A gente sente falta daquela adrenalina. E eu sempre gostei de viver no limite”, assumiu. “Sou de uma geração em que os ídolos morriam de overdose. Eu queria viver a vida como Jim Morrison”, disse, referindo-se ao vocalista da banda de rock The Doors, que morreu de overdose de heroína, em 1971, em Paris.
 
Em setembro do ano passado, o ex-centroavante sofreu acidente de carro e passou 24 horas em coma no hospital Albert Einstein, na capital paulista. Foi aí que Victor Hugo, seu filho mais velho, de 22 anos, tomou as rédeas da situação e decidiu interná-lo.
 
“Quando cheguei no Einstein, com 1,91m, eu tinha 71 kg e várias marcas no braço de drogas injetáveis”, confessou. “Não quero mais passar por isso. Não quero que meu filho me veja numa maca e diga que preferia me ver morto a estar naquela situação”.
 
 
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