A decisão foi feita em conjunto pelos bancos centrais Europeu, dos Estados Unidos (Fed), da Inglaterra, Suécia, Suíça e Canadá.
O Fed (o Banco Central dos Estados Unidos) cortou a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, que passa de 2% para 1,5%. No mesmo movimento, o Banco Central Europeu reduziu os juros em 0,5 ponto percentual, de 4,25% para 3,75%.
O Banco da Inglaterra, que tomaria uma decisão na quinta-feira sobre a manutenção ou não da taxa de 5%, uniu-se aos outros cinco bancos e baixou os juros para 4,5%.
Nesta quarta-feira, o governo britânico anunciou detalhes de um pacote no valor de até 50 bilhões de libras esterlinas (o equivalente a cerca de US$ 88 bilhões) para resgatar o sistema bancário do país.
Em um comunicado conjunto, autoridades dos seis bancos centrais disseram estar “trabalhando juntos ao longo da atual crise financeira e estão se articulando em ações coordenadas sem precedentes para prover liquidez aos mercados financeiros”.
O Fed afirmou que sua decisão de cortar os juros em 0,5 ponto percentual foi motivada pelos sinais que apontam para “o enfraquecimento da atividade econômica e a redução das pressões inflacionárias”.
Nesta terça-feira (7) o presidente do Fed, Ben Bernanke havia sinalizado que a instituição poderia cortar as taxas de juros de curto prazo para tentar frear o que ele classificou como uma "crise de proporções históricas" e aquecer a economia americana.
Logo após o anúncio do corte de juros, as principais bolsas européias ainda não haviam reagido à notícia e continuavam operando no vermelho, seguindo a tendência de queda observada nas últimas semanas.
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