Para o técnico do Cruzeiro, o Coritiba atuou como se fosse o mandante e fez por merecer o gol de Tiago Silvy aos 44 min do segundo tempo. Pelo visto, a reunião que Adilson teve com os jogadores na semana passada, na qual ele pediu mais raça, não valeu nada (leia).
"Infelizmente nós empatamos. Mas o volume de jogo foi do Coritiba, que parecia estar jogando no Couto Pereira. Estava nos envolvendo, rodando e fazendo as trocas. Tivemos inúmeras dificuldades desde o primeiro tempo. Fizemos o gol, tivemos espaço para contra-atacar e não aproveitamos", comentou Adilson.
O treinador explicou que a entrada do volante Elicarlos no lugar do atacante Weldon, aos 9 minutos do segundo tempo, se deu justamente pela dificuldade em marcar o adversário. Ele crê que o panorama melhorou, mas ainda assim o Cruzeiro não soube ampliar a vantagem na cobrança de pênalti de Guilherme, aos 41 minutos da segunda etapa, lance da expulsão de Alê.
"Eu sempre trabalhei com uma linha de quatro, três (volantes), um (meia) e dois (atacantes). Foi o que fiz hoje. Agora, se o adversário dificulta, roda, e determinado jogador não acompanha, sobrecarrega determinado setor. Você acaba sendo envolvido. Não é questão de atitude e falta de planejamento. São coisas que acontecem", pontuou.
"Fiz uma mudança para aumentar a marcação e não continuarmos sendo envolvidos. Acho que melhorou. Depois tivemos a chance de fazer o segundo gol e, com um homem a mais, ainda sofremos o empate no finalzinho. Nós gostaríamos de ter conseguido os três pontos, mas pelo jogo nós não merecíamos, porque o Coritiba foi superior", acrescentou.
O treinador acredita que o Cruzeiro enfrentou dificuldades no sistema defensivo pelo contingente de atletas que retornaram ao time após lesões ou, no caso de Ramires, a disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim.
"Eu tinha o Wagner voltando. Trabalhei com o Weldon por opção tática minha. Tinha a volta do Jonathan na lateral, e o Ramires com uma semana de fuso-horário. São alguns detalhes, o cansaço de determinados jogadores que sobrecarregou o coletivo", disse.
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