Na sexta-feira passada, logo após o treino do Cruzeiro na Toca da Raposa quando o treinador Adilson Batista deixou claro que iria “inventar” no jogo contra Coritiba, o Portal Divinews escreveu: Síndrome de Professor Pardal ataca Adilson Batista de novo. A matéria apontava que as invenções que Adilson colocaria em campo neste domingo contra o Coritiba, mesmo o treinador mantendo “segredo”, seria um desastre para o Cruzeiro (leia a matéria).
| EMPATE AMARGO | |
| Fotos: Cruzeiro/Divulgação | |
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| Ramires fez o gol que salvou a pele de Adilson |
Não deu outra. O treinador colocou em campo contra o fraquíssimo Coritiba, um Cruzeiro jogando como time pequeno. Com cinco homens no meio campo, jogando recuado, sem criatividade e, principalmente, sem a mesma personalidade que se viu no jogo contra o Santos, quando venceu por 4X0. O Coritiba, um time limitadíssimo e fraco, só não ganhou o jogo porque não quis. No primeiro tempo, Adilson Batista jogou na retranca e, no segundo, fez alterações completamente bisonhas. Quando Ramires se contundiu, ao invés de colocar o time jogando para frente, como o Cruzeiro sabe jogar, ele colocou mais um volante: Henrique. Adilson precisa colocar este limitado jogador em campo para justificar a contratação que foi sua indicação.
Depois voltou a mexer. Tirou Charles e colocou Jajá. Pensava-se que Adilson criara juízo e tentaria ganhar um jogo que era fácil, seguramente três pontos. Porém, pouco depois, fez outra palhaçada, substituindo Guilherme por Maicosuel. Tanta bobagem num jogo só e tanta invenção para um time que todo mundo já sabe quais atletas deveriam ser os titulares, o empate foi a salvação da lavoura.
Se o Cruzeiro quer ganhar o Campeonato, precisa mandar Adilson Batista embora urgente. Um time que quer ser campeão joga contra o Santos no Mineirão de uma forma e usa o mesmo padrão de jogo fora de casa seja com o São Paulo, o Palmeiras ou o fraquíssimo Coritiba.
O time segue invicto graças à péssima qualidade do adversário. Os gols aconteceram no segundo tempo. O Coritiba abriu o placar aos 3 minutos com o meia Michael. Mas a equipe estrelada conseguiu o empate com o volante Ramires aos 10 minutos.
O Cruzeiro entrou em campo com Jonathan na lateral direita e Marquinhos Paraná no meio-campo. Com isso, o meia Wagner atuou mais avançado e formou a linha de frente com Guilherme.
Já o Coritiba, em um esquema 3-5-2, teve a volta do meia Carlinhos Paraíba. Ele ocupou a vaga de Henrique Dias, obrigando a Michael a atuar no ataque junto com Hugo.
O time celeste terá a segunda-feira de folga e retorna aos trabalhos na Toca da Raposa II na terça-feira. O próximo compromisso será no dia 8 contra o Vasco, no Mineirão.
CORITIBA 1 X 1 CRUZEIRO
Motivo: quarta rodada do Campeonato Brasileiro
Local: estádio Couto Pereira, em Curitiba-PR
Árbitro: Carlos Eugenio Simon (RS/FIFA)
Público: 21.538 pagantes
Renda: R$ 318.853,00
Gols: Michael aos 3 min e Ramires aos 10 min do segundo tempo
Coritiba
Edson Bastos; Maurício, Douglas Silva e Nenê; Pedro Ken, Ale (Leandro Donizete), Rubens Cardoso, Carlinhos Paraíba e Ricardinho (Guaru); Michael (Marlos) e Hugo. Técnico: Dorival Júnior
Cruzeiro
Fábio; Jonathan, Thiago Heleno, Espinoza e Jadilson; Fabrício, Charles (Jajá), Ramires (Henrique) e Marquinhos Paraná; Wagner e Guilherme (Maicosuel). Técnico: “Professor pardal” Adilson Batista
Cartões amarelos: Nenê (Coritiba); Ramires, Jonathan, Henrique (Cruzeiro)
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