O vereador Edsom Sousa, que após quatro anos ausente do plenário da Câmara de Divinópolis, ao ser reeleito em outubro junto com onze vereadores novatos, tornou-se naturalmente um líder e nome de consenso entre todos os vereadores. E nos momentos de maior tensão na composição da Mesa Diretora, ele despontava como quem poderia unir os dois grupos, e não ter divisões como acabou ocorrendo. Contudo, porém, todavia, o nome ungido. Desta vez abertamente com o apoio do chefe do Executivo, Galileu Machado, foi o nome do histórico peemedebista Adair Otaviano, que há anos acalentava esse sonho, e em diversas oportunidades no passado, foi tirado do páreo por jogadas espúrias que fazem parte da política. Dentro desse contexto de armações e traições. O vereador Edson Sousa, logo no primeiro dia da abertura da atual legislatura da Câmara, protocolou um requerimento, já que a matéria não pode ser de iniciativa de vereadores e sim da Mesa Diretora, em que ele pede que o processo de escolha seja alterado sendo mais transparente para os eleitores. Para que todas as vezes que tiver que ser escolhida uma Mesa Diretora, o processo que é intrínseco da política, contudo nada republicano, pois torna-se um grande balcão de negócios, do toma lá, dá cá. E Isso ocorre com todos os ente, nas Assembleias Legislativas de todo os pais, na Câmara Federal e no Senado. Isso se dá em consequência do nosso sistema presidencialista que, se o governante não tiver maioria nos Legislativos, ele não consegue fazer o governo andar, quase tudo que ele quiser fazer é barrado ou boicotado, tem que sentar e negociar caso a caso em um verdadeiro balcão de negócios. E cria-se uma dependência visceral entre os poderes. Por essa razão os prefeitos, governadores e presidentes da República interferem indiretamente, e as vezes diretamente nas escolhas dos presidentes – Voltando ao projeto do vereador Edsom Sousa. Ele propõe que: “Dentre todos os vereadores eleitos, no primeiro ano da Legislatura, a Mesa Diretora se formaria da seguinte maneira: o Presidente seria o vereador mais votado no pleito eleitoral, o Vice-Presidente seria o 3º vereador mais votado no pleito eleitoral, o 1º Secretário seria o 5º vereador mais votado no pleito eleitoral e o 2º Secretário seria o 7º vereador mais votado. Como o mandato da Mesa Diretora é de dois anos, no terceiro ano da Legislatura, a Mesa Diretora se formaria da seguinte maneira: o Presidente seria o 2º vereador mais votado no pleito eleitoral, o Vice-Presidente seria o 4º vereador mais votado no pleito eleitoral, o 1º Secretário seria o 6º vereador mais votado no pleito eleitoral e o 2º Secretário seria o 8º vereador mais votado” – A partir de então, a Mesa Diretora precisa examinar o seu requerimento, para criar ou não um Projeto de Lei para modificar o Regimento Interno da Câmara. Mas que, segundo opinião de muitos cidadãos e mesmo alguns vereadores, seria interessante acabar com essa “pouca vergonha de traição em troca de cargo”, Ah! Isso seria.