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Em consequencia da importância do tema, já que não é todo dia que um ministro visita Divinópolis para falar de um tema tão espinhoso como a saúde. O Divinews reproduzira na integra o pronunciamento de Ricardo Barros.
Disse o ministro “existe o maior interesse que o HSJD permaneça, tecnicamente vamos ver o que podemos fazer, que os credenciamentos solicitados sejam encaminhados. Nas verdade temos no ministério, centenas e centenas de portarias prontas, mas não publicadas, e os prefeitos como falaram aqui, bancando sozinhos, o que o Governo Federal deveria estar participando. E não existe retroativo nisso. Só assume a responsabilidade financeira quando publica a portaria de habilitação. E uma habilitação para ser publicada requer que a unidade esteja funcionando”.
“Então, a belíssima obra do Hospital Regional, precisa funcionar primeiro para habilitar depois.
Mas já recuperamos o contingenciamento de R$ 5,6 milhões referente a este ano, portanto teremos condições de pagar todos os compromissos já assumidos. Sobre os pedidos feitos aqui, não tenho ainda autorização da equipe econômica para fazer. Mas eu posso assegurar aos senhores que durante a nossa gestão todos os compromissos que forem assumidos serão cumpridos, na forma em que for estabelecido. Portanto, quando o prefeito começar a funcionar a UPA, mas ele tem que começar a funcionar primeiro, para se habilitar depois”. Ele saberá exatamente em quanto tempo ele recebera a habilitação.
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Hoje temos algumas unidades funcionando há um ano e meio, um ano, seis meses e até dois anos, funcionando exclusivamente por conta do prestador, o prefeito, sem a devida publicação da habilitação, e honestamente não há recursos no orçamento para publicar essas habilitações dos serviços que já estão em andamento. E isso custaria um investimento de mais de R$ 3 bilhões por ano. Publicou uma portaria é permanente tem que pagar ad eternum.
É um grande desafio, em um momento de grave recessão fiscal, R$ 170 bilhões deste ano, o governo tendo que emitir letras do tesouro para ter que pagar esse déficit, ou seja, o que estamos gastando a mais do que arrecadamos e sei lá qual geração nossa vai resgatar essas letras do tesouro. Então temos que ter muita responsabilidade ao solicitar recursos.
Eu posso assegurar aos senhores, que podemos fazer muito mais, com os recursos que já temos na saúde. Há um desperdício muito grande. Os recursos são muito mal aplicados.
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Nós temos dezenas. Temos 140 UPAS prontas, que não estão em funcionamento por que não há recursos, temos 70 UPAS que estão funcionando por conta dos prefeitos, sem o auxílio do governo e temos mais de 300 e não sei quantas UPAS em construção. UPAS que foram dadas ao município que não tem capacidade financeira de operá-las. Nós vamos ter quer rever os convênios, por que os prefeitos pegam a UPA, assina o convenio, se compromete com a manutenção. E uma UPA são 50% da União e 25% do Estado e 25% do município. E eles não conseguirão colocar os seus 25%. Então nós vamos pedir para o Tribunal de Contas, que nos permita alterar o objeto do convenio e aí aquele prédio da UPA vai funcionar nas condições que o prefeito puder bancar, dar atendimento a população. É melhor funcionar como um posto de saúde, ou como uma ociosa, do que não funcionar.
Nessa negociação, quero pedir o apoio dos parlamentares, Domingos Sávio e Jaime Martins, para que consigam convencer o Tribunal de Contas da União, que a realidade é maior do que a burocracia. Nós precisamos colocar esses equipamentos para funcionar. Mas infelizmente não poderá ser no formato que o prefeito assinou o convenio inicialmente, por que não há capacidade financeira para isso.
Até por que a crise econômica financeira afetou também a arrecadação dos municípios, do Estado e União. Então quero responder ao prefeito Vladimir, que foi o primeiro a falar, que o subfinanciamento é uma realidade. A tabela SUS, 50% do nosso custeio, e 40% são as redes, essas que estão sendo pedidas aqui, Rede de Urgência, Rede de Emergencia, Rede Cegonha. A Rede paga mais pelos serviços. O pedido na verdade é a correção dos valores pago. E essas redes acabam criando uma distorção lá na ponta, por que vai chegar uma hora que vocês tem um doente que é da rede e um doente que não é da rede. E a UTI está lá para você ocupar. E você ocupa com quem? Onde é que vai a nossa rede, de igualdade, integralidade, da universalidade, preconizada no SUS.
Para resolver em parte os problemas de financiamentos foram sendo criados esses paliativos, que hoje são uma distorção no processo, e a atenção básica, que é a primeira preocupação, ficou com a tabela defasada de 10 anos atrás.
Precisamos rever todo modelo de financiamento ()…com pagamento. A Farmácia Popular, aliás eu quero pedir aos prefeitos para nos ajudar a fiscalizar a Farmácia Popular, por que em uma auditoria do DENASUS foram encontradas 40% de irregularidades.
São três modelos de pagamento que está coexistindo dentro do SUS. Aí eu peço um esforço para a informatização. Nós precisamos de informações online para sabermos tudo o que é investido na saúde dos brasileiros. Nós temos softwares que são disponibilizados gratuitamente para os hospitais, para as prefeituras. Eu queria que os prefeitos colocassem os seus postos de saúde interligados. Controlem os horários que o médico faz cada consulta,
disponibilize o prontuário do paciente no sistema. O médico vai lá abre o prontuário dele e já sabe de tudo, se ele é alérgico, diabético, hipertenso, a última radiografia. Vai economizar muito o número de pedidos de exame. 50% dos exames laboratoriais não são retirados pelos usuários. Eles não tem que buscar não, é só abrir na internet, e eles não abrem para ver o resultado do exame. 80% do resultados dos exames laboratoriais são resultados normais.
Então é preciso melhorar a resolutividade da atenção básica. É preciso que o médico apalpe o paciente, é preciso que o médico converse com as pessoas e ele vai acertar um diagnóstico melhor. Agora se ele tiver um prontuário eletrônico ele vai economizar um bom tempo de conversar. Por que ele vai saber o histórico de saúde daquela pessoa e vai poder fazer um diagnostico mais preciso, sem ficar pedindo exames de apoio que encarece o nosso serviço de saúde.
Precisamos mudar a cultura do nosso povo, que acha, que se sair do médico sem pedidos de exame e sem receita de remédio, não foi consultado, que a consulta não foi boa. Ao contrário a consulta boa é aquela que consegue resolver o problema, sem precisar de apoio de exames laboratoriais, ou de receitar remédios, por que não necessariamente os males são curados com remédios. Muitas vezes são o seu próprio comportamento. Obesidade, sedentarismo. Não precisa de remédio não gente, precisa de força de vontade, em alguns casos. Em outros não, são doenças. A grande maioria não. 53% dos brasileiros estão com sobrepeso – Nos Estados Unidos, a nação mais desenvolvida do mundo, as crianças que sofrem, estão nascendo com expectativa de vida 5 anos a menos que os pais”.
– O ministro discorreu sobre as crianças do passado e as atuais, que não saem da frente do computado e do celular, além de não se alimentarem adequadamente. Imagina quanto essa geração vai custar para o sistema de saúde. Ricardo, parecendo um médico, afirmou que é preciso cuidar da prevenção e uma campanha de esclarecimento. “Melhor que ter um bom posto de saúde é cuidar para que a população não vá lá – É não precisar frequentar as unidades de saúde”.
Em síntese, a melhoria do sistema de saúde, para o ministro passa pelo não adoecimento da população, que ela não demande exames laboratoriais e nem tão pouco precisem de remédio.
De pratico mesmo na visita de Ricardo Barros, não ficou nada. Ele não sinalizou com qualquer aporte financeira. Disse apenas o que não vai fazer, e o que não pode fazer.






