Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realiza perícia no Hospital São João de Deus (HSJD) – Secretário só agenda reunião após análise de relatório

Publicado por: suporte

Segundo informações, há aproximadamente dez dias, agentes públicos do Ministério Público de Minas (MPMG), estiveram durante três dias realizando uma perícia geral no Hospital São João de Deus (HSJD), fato este confirmado neste sábado com o vereador Edmilson Andrade (PT), que é de grande relações com os gestores da DICTUM, empresa nomeada pelo MP para administrar o hospital – Ainda segundo a fonte, o atual secretário de Estado de Saúde, o deputado estadual Sávio Sousa Cruz (PMDB), que é político, e não técnico como era o secretário anterior, por mais que o Ministério Público ameace de fechar o HSJD. O fato é que, Sávio Sousa Cruz não agendará a reunião que está pendente, enquanto o relatório da perícia feita pelos técnicos de Belo Horizonte, do Ministério Público não for analisado – Há cerca de 20 ou 30 dias, ocorreu uma reunião nas dependências do hospital, em que estiveram presentes os deputados, Jaime, Domingos e Tolentino, além do prefeito Vladimir Azevedo, da secretária de saúde, Kênia Carvalho, do promotor Curador de Fundações, Sérgio Gildin, representantes da Dictum e Glaucia Sbampato da Superintendência Regional de Saúde da Região Centro-Oeste, que teve como objetivo criar uma força tarefa para que o secretário agendasse a esperada reunião. Contudo, até na última sexta-feira (15), Savio não deu o menor sinal de quando receberá a comitiva para discutir as questões financeiras do hospital – Comprovando na prática, o que muito tem proclamado em alto em bom som, de que o HSJD é um saco sem fundo. Os médicos estão novamente com seus honorários atrasados, e os R$ 4,5 milhões enviados pelo Estado exclusivamente para pagar os atrasados dos médicos, não foram suficientes, desde janeiro eles não recebem. O hospital pagou o atrasado e deixou o atual atrasar, que terminou em virar atrasado – Segundo a fonte, as pretensões dos gestores do hospital na esperada reunião com o Secretário de Estado de Saúde, é que o déficit mensal de R$ 1,4 milhões seja zerado, acrescido de mais R$ 1,4 milhões, para gerar superávit, além de discutirem ainda a gestão dos R$ 17 milhões – E o Estado quer pagar por procedimentos prestados para o SUS e não gerar caixa para o HSJD. Aí está o impasse das negociações, uma parte que recursos financeiros para ficar em caixa, e o Estado quer pagar o que já foi feito.

 

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