Francisco Martins (Chiquinho), ex-diretor do SINVESD diz que setor do Vestuário de Divinópolis está no CTI

Publicado por: suporte

No aniversário de Divinópolis, o ex-prefeito de Divinópolis, e empresário do setor do vestuário, Francisco Martins, que no passado era conhecido mais por Chiquinho do Sinvesd, que pelo seu próprio nome, por sua forte ligação com o sindicato patronal do setor da confecção (SINVESD), após falar dos 104 anos de Divinópolis, em entrevista para o Divinews, traçou um panorama sobre o segmento confeccionista. Sem contudo, entrar no mérito do afastamento do ex-presidente do sindicato, Antônio Rodrigues de Araujo Filho (Toninho), e tão pouco nas questões polemicas de má gestão, como exmplos, o Portal de Vendas que foi pago o valor de R$ 665 mil reais, pelo Sebrae, mas não foi entregue, e nem os problemas de administração do cartão MVB. Chiquinho foi taxativo ao dizer que o setor está no CTI, e criticou empresários que compram roupas em São Paulo, trocam as etiquetas e colocam à venda nos shoppings. Em sua visão esse tipo de ação comercial, tira a competitividade de Divinópolis no cenário nacional, fazendo com que o segmento não seja atrativo nem mesmo para os clientes mais próximos, e como exemplo citou que nem a vizinha Carmo do Cajuru tenha vontade de comprar no polo – O empresário, proprietário da marca Reserva Brasileira, que produz mais de 100 mil peças/mês, lembrou da FIMAPEV, uma feira que foi idealizada por ele e posteriormente executada na gestão de Valdemar da Pamer, dizendo que ela não deveria ter acabado, pois era a oportunidade que os pequenos confeccionistas tinham de conhecer novas tecnologias e produtos sem sair de Divinópolis. Além da participação forte que o SINVESD tinha em levar confeccionistas de médio porte para diversas feiras, em São Paulo a FENIT e no Rio Grande do Sul, a FENIN – Francisco Martins, diferente do ex-presidente do Sinvesd, Toninho, é profundo conhecedor, na prática, dos processos de gestão do chão de fábrica, explicou que antes do empresário pensar no ponto final, que são as vendas, ele precisa primeiro pensar na gestão de produção e tecnologias de gestão administrativa. 

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“Sobre o setor do vestuário falo emocionado por que minha mãe era costureira e eu desde os 14 anos de idade que estou no segmento”.

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“Durante os 10 anos da gestão do Toninho eu não participei de nada, foi por que não fui convidado. Acharam que o nosso conhecimento não tinha valor. Como não convidaram, eu não fui. Eu não sou daquele que fica batendo na porta me oferecendo para ajudar, quando a gente é convidado, agente contribui. Acerta, erra, que é natural do ser humano”.

“Eu acho o seguinte: o setor do vestuário está no CTI. Você que tem uma confecção, uma facção, você que não tem nada a ver com a confecção, o setor está no CTI, ele precisa se reinventar”
“Nós tínhamos um trabalho de levar confeccionista para expor em São Paulo e era o grande avanço da confecção. Era tirar a confecção aqui do seu mundinho e levar ela para um grande centro que é São Paulo”.

“Nós tivemos a FIMAPEV, que foi idealizada por mim, pela esposa do Geraldo Passos (Sandra Passos) e pela Gisele, nós três que criamos a FIMAPEV e depois foi executado na gestão do Valdemar, inclusive o Geraldo Passos trabalhava, e esse projeto tem que voltar. Vou te explicar por que: Não adianta a confecção fazer uma roupa bonita, se ela não for competitiva. Não adianta a confecção querer fazer tudo, se ela não for boa em um único produto. Nós precisamos antes de pensar na venda, pensar no processo de produção, na gestão da confecção. Temos que desenvolver tecnologia no processo de produção, tecnologia no processo de gestão. Para então você ter preço competitivo, com um produto atualizado”.

“Para você entender: se você tem produto competitivo, o cliente sai lá de Manaus e vem aqui comprar, mas se o produto foi comprado em São Paulo, foi trocado a etiqueta e foi colocado no shopping para revender, não vai ter comprador nem da nossa vizinha Cajuru, para vir comprar em Divinópolis, isso é uma questão logica”.

“O setor tem que avançar. Hoje tem uma junta governativa no Sinvesd, espero que rapidamente seja convocada uma nova eleição. As pessoas que estão lá, são pessoas sérias – Eu não vou participar do Sinvesd. Mas se me solicitarem alguma ajuda, com muita humildade eu ajudo. Sem interesse próprio, pensando no coletivo, pois o setor da confecção é importante para toda cidade”.


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