Um simples projeto de lei, o EM-061/2015 de mudança de zoneamento, no Bairro Santa Clara, modificando uma área de residencial (ZR1) para comercial (ZC1) fez com que o vereador tucano Rodyson Kristinamurti criasse uma verdadeira celeuma com um embate, julgado por alguns de seus pares, como desnecessário, com o seu companheiro de partido, o autor do projeto, vereador Adilson Quadros, tanto é que, fugindo ao acordo de cavalheiros existente entre os edis de aceitarem todos os pedidos de vistas e sobrestamento feito por qualquer vereador, o pedido de vista até a próxima reunião, feito por Rodyson Kristinamurti, foi derrubado no plenário com 8 (oito) votos contrários – Adilson Quadros, considerado como o decano dos vereadores, e assim é tratado por todos que lhe tem alta consideração, pela educação e atenção que tem no plenário, tentou argumentar com Rodyson se responsabilizando em ter se cercado de todos os cuidados, pedindo que ele (Rodyson) retirasse o pedido de vista. Mas não adiantou o edil bateu pé, até perder no voto. Vereadores da oposição, como Adair Otaviano (PMDB), foi favorável ao tucano Adilson Quadros – A estranha argumentação de Rodyson para não votar, é que ele não vota nenhum projeto de mudança de zoneamento enquanto o empresário/proprietário não for pessoalmente conversar com ele e explicar o que será feito no local. No que foi questionado pelo vereador Delano Santiago (PMDB), dizendo que todos tem fé pública e que o município é muito grande para que todo projeto ter que ser fiscalizado por todos os edis – O vereador Marquinho Clementino (PROS) afirmou que a palavra de Adilson tem credibilidade, Adair (PMDB) defendeu Adilson dizendo que ele colocou o seu caráter em jogo, Nilmar Eustáquio (PP), afirmou que, “quando se trata de um vereador do gabarito de Adilson que nunca foi de negociata, é muito sério, eu me curvo” – Não adiantou, Rodyson não retirou, e aí foi depenado na votação do seu pedido de vista. E na votação do projeto em si, votou contrário ao projeto do amigo tucano – O projeto EM-061/2015 entrou na Câmara em 15 de julho de 2015, há quase um ano. O problema é que alguns ou muitos vereadores, tomam ciência dos projetos somente na hora da votação e não quando ele é lido no expediente. Entre outras coisas, é por isso que gera muitos pedidos de sobrestamento e vistas.