A votação transcorria normalmente. Todos os vereadores pediam a palavra para elogiar o projeto religioso do vereador Beto Machado (PSDB), tanto os de oposição, quanto os da base do governo, exceto o companheiro de partido, Rodyson (PSDB), que chegou a elogiar o projeto, dizendo que não era contra. Mas, pediu 15 dias de sobrestamento, por pedido do Bispo e de mais nove párocos, e disse “Estou só passando a informação do pedido do Bispo”
Os ânimos se acirraram entre todos os vereadores, contra a posição do vereador Rodyson de pedir sobrestamento, segundo ele, amparado em um pedido do Bispo de Divinópolis, Dom Tarcísio, que teria ligado para ele (Rodyson) e feito tal solicitação para melhor conhecer o projeto de Lei.
Rodyson perguntou para Beto, se ele havia conversado com o Bispo. A fala do vereador Rodyson dava o entendimento que não havia concordância do alto clero da Igreja em Divinópolis, com a anuência do pároco da Igreja Nossa Senhora Aparecida ( Christian Shankar), com o projeto de Beto.
Rodyson em sua renhida oposição ao projeto ou qualquer coisa que venha de Beto Machado, defendeu a importancia de um outro santo da Igreja Católica, que seria bem mais interessante.
Todos os vereadores estavam dispostos a derrubar o pedido de sobrestamento de 15 dias, pedido por Rodyson, exceto Roberto Bento (PT do B),
O vereador Geraldinho (PR), disse: “Debater a fé de um povo! – Peço que Vossa Senhoria retire o sobrestamento”
Hilton Aguiar: “O que seria o homem sem ter Deus, sem ter fé, voto com Beto”
Paduano: “Existe uma diferença muito grande entre uma igreja e um templo – A Igreja de Jesus somos nós – A Igreja de Jesus é intocável”
Anderson Saleme, entre outras considerações, se declarou favorável ao projeto.
O presidente da Câmara, Pastor Paulo disse: “Deus não habita em templos, ele habita em nossos corações”
Todos os demais vereadores se manifestaram favoráveis ao Projeto do vereador Beto Machado, e veementemente contra a posição e o discurso de Rodyson do Zé Milton, que ao final se rendeu, votando favoravelmente.
A Lei foi aprovada por unanimidade, com 12 votos, já que o presidente da Casa, Pastor Paulo César, pelo Regimento da Casa, não vota, exceto quando há empate. No chamado voto de minerva.
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