QUEM TEM RAZÃO? Executivo e Legislativo, avalizados pelo MP ou a população e outros servidores que não concordam com redução da jornada de trabalho dos médicos?

Publicado por: suporte

O vereador na reunião do dia 17 começou explicando o que significava a aprovação do projeto que reduziu a jornas de 4h por dia para 2h40min. E que isso seria o fim da desassistência médica na rede pública municipal, já que os médicos resolveram tirar férias premias, sem remuneração ou até mesmo antecipar férias ainda não vencidas.

Delano se defendeu das críticas que tem ocorrido contra ele, dizendo também sobre as Audiência Publicas que ocorreram para discutir o assunto e que ninguém apresentou qualquer ideia para resolver o problema, além de esclarecer que o piso em Divinopolis é de R$ 2.400 (dois mil e quatrocentos) enquanto no Brasil é de R$ 11.500 (onze mil e quinhentos).

Continua depois da publicidade

O fato mais esdrúxulo explicitado pelo vereador, foi a confissão de que existia um CONTRATO DE GAVETA, já fazia “anos de secretaria, anos de Ministério Público, anos dos médicos de Divinópolis, que rezava, era um contrato que todo mundo de Divinópolis já sabia, que eles trocariam 16 consultas, por 4 horas de trabalho, que daria em média, 15 minutos para as pessoas que procurassem o posto – Esse contrato de gaveta durou em Divinópolis, quase 20 anos. E foi sempre assim: 16 consultas, 4 horas. E a gente sabia que tem médico que não fica no posto nem 50 minutos. E tinha a desassistência. Tinha médico que tinha a coragem de chegar no posto de Saúde as 7 e as 7h40 está fora do posto de saúde, tinham coragem. Não tinha regra. Só estabeleceu neste contrato de gaveta, de 20 anos atrás, que se eles atendessem 16 pacientes, eles estavam liberados. Na cabeça deles, concursados públicos que eram, depois que eles atendessem os 16 pacientes eles podiam ir embora. Isto estava na cabeça deles. E isso permaneceu 20 anos”.

O edil continuou a explicar a estranha situação que aconteceu por 20 anos: “Até que em uma Lei Federal, o Ministério Público resolveu cobrar que quem fez um concurso público tinha que cumprir a carga horária e aí estabeleceu-se os pontos de dedos (biométricos) nas unidades de saúde. Começou na UPA, depois na Policlinica e por último nos postos de saúde”.

Mesmo com o ponto biométrico o vereador contou que os médicos iam até o seu local de trabalho (postos de saúde), batiam o seu “dedão” e “peneiravam” (fez o gesto típico de quem vai embora). E isso ficou por cerca de um ano.

Já no pronunciamento do vereador Delano Santiago desta quinta (19), no plenário da Câmara, novamente ele voltou ao assunto, explicando a situação. Reforçando que o município continua desassistido, já que a lei não foi sancionada pelo prefeito e novamente falou sobre o CONTRATO DE GAVETA em que os médicos eram obrigados a atender apenas 16 pacientes, fosse em qualquer tempo. A aprovação da atual lei, segundo o vereador, é constitucional e tem o total apoio do Ministério Público, que recomendou apenas que não tenha desassistência médica.

Delano finalizou sua fala crítica, à critica do projeto com um frase, meio que estranho para muitos: “Cuidado com os homens de branco, muito cuidado”. A quem ele estaria se referindo, aos seus pares, outros médicos. Ficou uma interrogação no ar.


Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados